Como a licença paternidade do criador do Facebook pode influenciar a vida de mães e pais trabalhadores

Mark Zuckerberg, o jovem programador e empresário estadunidense, conhecido mundialmente por ser um dos fundadores da maior rede social do mundo, o Facebook, anunciou recentemente que vai se afastar de suas atividades profissionais por dois meses para “lamber a cria”, quando chegar a bebê que ele e sua esposa Priscilla estão esperando!

Fonte: Facebook do Mark, do post

Fonte: conta pessoal do Mark no Facebook, do post em que ele anunciou que estão esperando uma menininha! (alguém me explica o pelo desse cachorro?! Que coisa mais aconchegante! rs)

Ele reforçou que estudos mostram que, quando os pais que trabalham têm tempo para estar com seus recém-nascidos, os resultados são melhores para as crianças e família! E que, no Facebook, eles oferecem aos funcionários até 4 meses de licença parental remunerada. O benefício inclui também casais do mesmo sexo e mamães e papais adotivos.

Fonte: conta pessoal do Mark no Facebook.

Fonte: conta pessoal do Mark no Facebook. O dog sentindo as mudanças que estão acontecendo com os preparativos pra chegada do bebê!

Essa é uma política muito generosa para os padrões dos Estados Unidos, já que esse país, considerado hoje a maior potência econômica mundial, oferece somente 12 semanas de licença maternidade e sem nenhuma remuneração. E a licença paternidade não existe!

Generosa também se comparada ao Brasil, onde a Constituição, no caso dos papais, garante apenas preciosos cinco dias! Uma grande incongruência tendo em vista a configuração atual de família, na qual fica clara a tendência de maior equilíbrio na divisão de responsabilidades entre mamães e papais, que estão participando cada vez mais de todas as fases da criação dos filhos, desde a gestação, não apenas pelas necessidades dos filhos, mas também pelas das mães! (Veja Instituto Papai, uma ONG que busca reverter a invisibilidade da experiência masculina no contexto da vida reprodutiva e no cuidado com as crianças, e luta para equiparar a licença paternidade com a licença maternidade)

O casal gestante e os pais e irmã do Mark. Fonte: perfil pessoal do Mark Zuckerberg no Facebook.

O casal gestante e os pais e irmã do Mark. Fonte: perfil pessoal do Mark Zuckerberg no Facebook.

Mas a verdade é que nem todos os empregados que têm esse direito o aproveitam, por temerem que possa prejudicar suas expectativas profissionais. Ainda há um paradigma de que você tem que priorizar o seu trabalho à sua família, que os homens são responsáveis pelo “ganha-pão” (apesar de as estatísticas dizerem o contrário), e mulheres que focam no trabalho são crucificadas como péssimas mães.

As mulheres já sofreram muita discriminação e penalidades no trabalho ao tornarem-se mães. E, quando os homens tiram esta licença, fica evidente que equilibrar família e vida profissional não é um desafio exclusivamente feminino, promovendo maior compreensão e empatia entre os sexos, no intuito de atravessar o longo caminho da eliminação de estereótipos desatualizados e inúteis, que prejudicam a todos.

Marissa Mayer em 03/11 no Fortune Global Forum in San Francisco, California.  (Photo by Kimberly White/Getty Images for Fortune)

Marissa Mayer, CEO do Yahoo, em 03/11 no Fortune Global Forum, grávida das gêmeas previstas para nascerem neste dezembro. Fonte: The Huffington Post

A CEO do Yahoo, Marissa Mayer, que foi contratada em 2012, quando estava grávida de seis meses do seu primeiro filho, chocou o mundo corporativo ao se afastar da empresa por apenas duas semanas após o parto. E por continuar tomando decisões e remotamente trabalhar durante esse período! Foi duramente criticada pelo curto afastamento e, ao mesmo tempo, por não ter se dedicado o suficiente ao seu trabalho. Que paradoxo!

Bem, pouco depois Marissa estava reluzindo nas listas dos CEOs mais bem pagos da América, ganhando bônus milionários pelos excelentes resultados alcançados. E agora, três anos depois, declarou que, como sua atual gravidez tem sido tranquila, está prevendo tirar outra igualmente breve licença.

Sua posição gerou estranhamento, pois vai de encontro às recentes notícias de que relevantes corporações como a Microsoft, Spotify e Netflix também expandiram seus prazos de licença parental remunerada.

A Netflix, por exemplo, está oferecendo a seus empregados até um ano de folga! Mas esse tipo de política pode ser impraticável, pois os trabalhadores muitas vezes temem o julgamento de seus colegas, já que nesta indústria o costume é trabalhar 50 horas por semana.

Ou seja, enquanto as mulheres ainda lutam contra os baixos salários, menores oportunidades e o estigma de que são seres que devem ser voltados para a família e não para o trabalho, os homens da geração de Zuckerberg enfrentam o desafio de serem pais mais envolvidos. E todos sofrem com a ideia de que, para ser profissional, nada tem que ser tão importante quanto o seu trabalho.

O envolvimento familiar cria importantes elos para a vida inteira. E a decisão do CEO de uma das empresas mais inovadoras e admiradas do mundo mostra que está tudo bem em priorizar a sua família, nem que seja por um pequeno segundo, enquanto você tem um bebê novinho em folha em casa!

Há uma boa chance de que ele vai inspirar outros pais a tirar uma folga, e a outras empresas e países a valorizarem a qualidade de vida de seus trabalhadores.

O segredo por trás do brilho pós-parto da Kate

Muito foi especulado a respeito da “boa aparência” com que Catherine Middleton, a duquesa de Cambridge, apareceu após o parto da sua segunda filha, recentemente. Houve quem levantasse teorias da conspiração a respeito da veracidade da sua gravidez. Será que isso se deve à naturalidade com que os partos cirúrgicos são feitos no Brasil, o que naturalmente, jamais deixaria uma mãe sair nas condições com que Kate saiu? Abaixo trouxemos um texto que traduzimos livremente do site australiano Essential Baby e que aborda, de forma descontraída, um pouco essa polêmica.

Teve até más línguas dizendo que ela fez uso de “barriga de aluguel”, mas a verdade é que, claro, ela teve (muita) ajuda profissional, só que o segredo para Kate sair tão incrível daquela maternidade não está só aí!

Catherine, duquesa de Cambridge, e príncipe William apresentando pro mundo sua alteza real princesa Charlotte, Elizabeth, Diana de Cambridge

Catherine, duquesa de Cambridge, e príncipe William apresentando pro mundo sua alteza real princesa Charlotte, Elizabeth, Diana de Cambridge. Fonte: Istagram @britishmonarchy

Catherine deslumbrou ao deixar o hospital fabulosa num vestido Jenny Packham, feito sob medida, que estrategicamente escondeu sua barriga ainda inchada e acentuou suas pernas longilíneas. A duquesa tem seu próprio cabeleireiro que compareceu ao hospital logo após o nascimento para providenciar aquela escova mara. E a make então, disfarçou as olheiras ou qualquer aspecto de cansada que o trabalho do parto causa. Enfim, não estava simplesmente bem para quem acabou de parir, mas excelente, de parar o trânsito, a mídia e até o terremoto!

Além disso, ela não ganhou muito peso, devido à hyperemesis gravidarum, mas não é motivo pra ficar com inveja, pois é uma complicação terrível na gestação que pode até ser fatal!

Mas Kate tinha outro motivo para sorrir. Ao contrário de muitas mulheres, ela tinha uma equipe de parteiras que monitoraram sua gravidez e conduziram o parto de seu segundo filho, enquanto uma equipe de obstetras estava à disposição nas proximidades. Podemos supor que, como ela deu a luz dentro de duas horas após chegar ao hospital, e saiu 10 horas depois, ela teve um parto vaginal simples.

A continuidade dos cuidados da parteira (a “midwife”, uma profissional qualificada para acompanhar a gestação e o parto normal) é um fator vital quando se trata de ter uma experiência positiva no nascimento, e boa recuperação do trabalho. E Kate foi assistida pelas mesmas parteiras toda a sua gravidez, o que faz com que a mulher se sinta segura e relaxada, e aumenta a probabilidade de o bebê nascer sem necessidade de qualquer intervenção. E quando não há intervenção, a recuperação do parto é muito mais rápida.

As heroínas do nascimento real, a midwife Arona Ahmed (dir.) e sua chefe, Jacqui Dunkley-Bent (esq.)

As heroínas do nascimento real, a midwife Arona Ahmed (dir.) e sua chefe, Jacqui Dunkley-Bent (esq.). Fonte: Daily Mail

E um dos conselhos de suas parteiras teria sido permanecer em casa por tanto tempo fosse possível durante o trabalho de parto, exatamente o que ela fez. Por isso, não é nenhuma surpresa vermos uma mãe tranquila e feliz deixando o hospital com sua família menos de 12 horas depois de a princesa nascer.

A forma como Kate desceu as escadas (com bebê nos braços e quase sem ajuda de William) e entrou no carro, era óbvio que não era uma mulher que teve um parto traumático!

A bela adormecida caçula real deixando o hospital

A bela adormecida caçula real deixando o hospital. Fonte: Instagram @britishmonarchy

Após o parto o corpo da mulher está cheio de “hormônios do amor”. A oxitocina, o hormônio da conexão do amor, é o que ajudará a amamentação acontecer, e ajudar a mãe a se apaixonar com o bebê e o recém-nascido cair de amores pela mamãe!

Então é isso! Aquele sorriso radiante mostrou uma mãe transbordando de amor pelo seu novo rebento, uma sensação com que a maioria de nós pode se identificar.

Óbvio que, sob aquele vestido deslumbrante, Kate teve que lidar com coisas não tão glamourosas, assim como todas as mães! Ela provavelmente estava com dor devido ao dilatamento do útero, e chacoalhando naquele salto, doida pra chegar em casa e cair no moletom! Mas ela teve um bom parto, que é algo que todas as mulheres deveriam ter a oportunidade de experimentar.

Texto de Âmbar Robinson. Tradução livre e personalizada de: http://www.essentialbaby.com.au/birth/after-birth/the-truth-behind-kate-middletons-postbaby-glow-20150504-3vbzd.html