Diabetes: Qual o seu risco?

Violência, trânsito, poluição, é o que vem à sua cabeça quando se fala em “risco urbano”?  A crise mais crítica que vivemos em nossas cidades atualmente são na verdade as doenças silenciosas, a nova epidemia urbana.

Sedentarismo, fumo, sobrepeso, dieta pouco saudável. Todo esse estilo de vida favorecido pela rotina nos centros urbanos leva a doenças graves, como o diabetes, com sintomas que podem demorar aparecer.  O mais alarmante é que esses hábitos são repassados às crianças, que têm sido expostas cada vez mais cedo a excessos, tornado-o um problema de saúde global.

Repense sua bebida

O açúcar por trás dos alimentos: repense sua alimentação. Seus hábitos são transferidos aos seus filhos.

14 de novembro é o Dia Mundial do Diabetes. A data foi introduzida para aumentar a consciência sobre o diabetes: suas causas, sua prevenção e os efeitos devastadores que tem sobre as vidas humanas e sistemas de saúde em todo o mundo. E em 2016 a campanha é “De Olho no Diabetes” / “Uma Doença Invisível”, uma vez que metade das pessoas nesta condição não é diagnosticada, e o diagnóstico precoce aliado ao tratamento adequado reduz a possibilidade de sérias complicações, como cegueira, insuficiência renal, amputações, e até complicações fatais.

A boa notícia é: mais de 70% dos casos tipo 2 (nos quais o indivíduo não produz insulina suficiente ou ela não age adequadamente) podem ser evitados com simples mudanças de hábitos. Vamos mudar a rotina para um estilo de vida mais saudável em toda a família? Fique atento aos seguintes fatores de risco.

1. Sedentarismo: a inatividade física acarreta especialmente no aumento da circunferência abdominal, que eleva o risco do diabetes tipo 2, mas pode ser prevenido com a prática regular de atividade física. Atente-se ao “regular”. Ou seja, todo-santo-dia. 30 minutos diários de atividade física moderada é fácil de encaixar no seu dia-a-dia, numa caminhada à padaria ou com brincadeiras com as crianças.

2. Alimentação: a família consome frutas e vegetais diariamente? A dieta pobre em nutrientes e rica em gorduras e açúcares é um fator crucial no desenvolvimento de distúrbios na produção e ação da insulina. Consuma cereais ricos em fibras e legumes todos os dias. E evite o excesso de gorduras.

O excesso de açúcar merece um capítulo à parte. Contribui para a obesidade (o excesso de açúcar – não apenas do doce, mas do carboidrato também – no corpo é transformado em gordura), e é capaz de ativar áreas do cérebro ligadas ao vício, aumentando a dopamina e serotonina (hormônios do prazer e bem-estar), que torna cada vez mais difícil se livrar do doce diariamente.

Pesquisas mostram que, na maioria dos casos de crianças com diabetes ou com potencial de desenvolver a doença, os pais se alimentam muito mal. Então repense sua alimentação. Seus hábitos são transferidos a seus filhos “por osmose”.

3. Mudanças hormonais: as mudanças hormonais da gravidez interferem na ação da insulina, e podem acarretar em diabetes gestacional. Pode acontecer com qualquer mulher, principalmente em casos de

  • Idade materna mais avançada;
  • Ganho de peso excessivo durante a gestação;
  • Sobrepeso ou obesidade;
  • Síndrome dos ovários policísticos;
  • História prévia de bebês grandes (mais de 4 kg) ou de diabetes gestacional;
  • História familiar de diabetes em parentes de 1º grau (pais e irmãos);
  • História de diabetes gestacional na mãe da gestante;
  • Hipertensão arterial na gestação;
  • Gestação múltipla (gravidez de gêmeos).

Nem sempre os sintomas são identificáveis. Por isso, recomenda-se que todas as gestantes pesquisem, a partir da 24ª semana de gravidez (início do 6º mês), como está a glicose em jejum e, mais importante ainda, a glicemia após estímulo da ingestão de glicose, o chamado teste oral de tolerância a glicose.

4. Idade e predisposição genética: a partir dos 45 anos e quando se tem casos de diabéticos na família, a propensão para desenvolver esta condição é maior, mas, como nada pode ser feito em relação a isto, redobre a atenção nos itens anteriores: a alimentação balanceada e a prática regular de atividades físicas são uma ‘fórmula infalível’. :) #conheçaseurisco

Referências:

Como a licença paternidade do criador do Facebook pode influenciar a vida de mães e pais trabalhadores

Mark Zuckerberg, o jovem programador e empresário estadunidense, conhecido mundialmente por ser um dos fundadores da maior rede social do mundo, o Facebook, anunciou recentemente que vai se afastar de suas atividades profissionais por dois meses para “lamber a cria”, quando chegar a bebê que ele e sua esposa Priscilla estão esperando!

Fonte: Facebook do Mark, do post

Fonte: conta pessoal do Mark no Facebook, do post em que ele anunciou que estão esperando uma menininha! (alguém me explica o pelo desse cachorro?! Que coisa mais aconchegante! rs)

Ele reforçou que estudos mostram que, quando os pais que trabalham têm tempo para estar com seus recém-nascidos, os resultados são melhores para as crianças e família! E que, no Facebook, eles oferecem aos funcionários até 4 meses de licença parental remunerada. O benefício inclui também casais do mesmo sexo e mamães e papais adotivos.

Fonte: conta pessoal do Mark no Facebook.

Fonte: conta pessoal do Mark no Facebook. O dog sentindo as mudanças que estão acontecendo com os preparativos pra chegada do bebê!

Essa é uma política muito generosa para os padrões dos Estados Unidos, já que esse país, considerado hoje a maior potência econômica mundial, oferece somente 12 semanas de licença maternidade e sem nenhuma remuneração. E a licença paternidade não existe!

Generosa também se comparada ao Brasil, onde a Constituição, no caso dos papais, garante apenas preciosos cinco dias! Uma grande incongruência tendo em vista a configuração atual de família, na qual fica clara a tendência de maior equilíbrio na divisão de responsabilidades entre mamães e papais, que estão participando cada vez mais de todas as fases da criação dos filhos, desde a gestação, não apenas pelas necessidades dos filhos, mas também pelas das mães! (Veja Instituto Papai, uma ONG que busca reverter a invisibilidade da experiência masculina no contexto da vida reprodutiva e no cuidado com as crianças, e luta para equiparar a licença paternidade com a licença maternidade)

O casal gestante e os pais e irmã do Mark. Fonte: perfil pessoal do Mark Zuckerberg no Facebook.

O casal gestante e os pais e irmã do Mark. Fonte: perfil pessoal do Mark Zuckerberg no Facebook.

Mas a verdade é que nem todos os empregados que têm esse direito o aproveitam, por temerem que possa prejudicar suas expectativas profissionais. Ainda há um paradigma de que você tem que priorizar o seu trabalho à sua família, que os homens são responsáveis pelo “ganha-pão” (apesar de as estatísticas dizerem o contrário), e mulheres que focam no trabalho são crucificadas como péssimas mães.

As mulheres já sofreram muita discriminação e penalidades no trabalho ao tornarem-se mães. E, quando os homens tiram esta licença, fica evidente que equilibrar família e vida profissional não é um desafio exclusivamente feminino, promovendo maior compreensão e empatia entre os sexos, no intuito de atravessar o longo caminho da eliminação de estereótipos desatualizados e inúteis, que prejudicam a todos.

Marissa Mayer em 03/11 no Fortune Global Forum in San Francisco, California.  (Photo by Kimberly White/Getty Images for Fortune)

Marissa Mayer, CEO do Yahoo, em 03/11 no Fortune Global Forum, grávida das gêmeas previstas para nascerem neste dezembro. Fonte: The Huffington Post

A CEO do Yahoo, Marissa Mayer, que foi contratada em 2012, quando estava grávida de seis meses do seu primeiro filho, chocou o mundo corporativo ao se afastar da empresa por apenas duas semanas após o parto. E por continuar tomando decisões e remotamente trabalhar durante esse período! Foi duramente criticada pelo curto afastamento e, ao mesmo tempo, por não ter se dedicado o suficiente ao seu trabalho. Que paradoxo!

Bem, pouco depois Marissa estava reluzindo nas listas dos CEOs mais bem pagos da América, ganhando bônus milionários pelos excelentes resultados alcançados. E agora, três anos depois, declarou que, como sua atual gravidez tem sido tranquila, está prevendo tirar outra igualmente breve licença.

Sua posição gerou estranhamento, pois vai de encontro às recentes notícias de que relevantes corporações como a Microsoft, Spotify e Netflix também expandiram seus prazos de licença parental remunerada.

A Netflix, por exemplo, está oferecendo a seus empregados até um ano de folga! Mas esse tipo de política pode ser impraticável, pois os trabalhadores muitas vezes temem o julgamento de seus colegas, já que nesta indústria o costume é trabalhar 50 horas por semana.

Ou seja, enquanto as mulheres ainda lutam contra os baixos salários, menores oportunidades e o estigma de que são seres que devem ser voltados para a família e não para o trabalho, os homens da geração de Zuckerberg enfrentam o desafio de serem pais mais envolvidos. E todos sofrem com a ideia de que, para ser profissional, nada tem que ser tão importante quanto o seu trabalho.

O envolvimento familiar cria importantes elos para a vida inteira. E a decisão do CEO de uma das empresas mais inovadoras e admiradas do mundo mostra que está tudo bem em priorizar a sua família, nem que seja por um pequeno segundo, enquanto você tem um bebê novinho em folha em casa!

Há uma boa chance de que ele vai inspirar outros pais a tirar uma folga, e a outras empresas e países a valorizarem a qualidade de vida de seus trabalhadores.

Quarto do Bebê: qual o seu estilo?

Ok. Você já entendeu e aceitou o fato de que está grávida. Qual o próximo passo? Calcular o impacto financeiro de um bebê no seu orçamento?? Bem, deveria… mas não!! Depois a gente cai na real e faz isso! Inclusive vamos falar detalhadamente da previsão de custos de um novo membro na família, mas agora é hora de pensar no quartinho!!!!

Moderno ou vintage? Preto e braco ou clorido? Como ter tudo ao mesmo tempo e parecer incrível!

Moderno ou vintage? Preto e branco ou colorido? Listrado ou quadrado? Como ter tudo ao mesmo tempo e parecer incrível!

Não tem jeito! Você ainda nem sabe o sexo do bebê, mas tem uma noção de qual o seu estilo, do que pode arcar, e como pretende organizar isso na sua casa, então começa a caça a inspirações de baby decor! Até porque, você nem tem muita certeza do que realmente precisará (ainda vamos chegar aos detalhes do que é mesmo necessário num enxoval) e o que o mercado oferece!

No meu caso, como tive minha descoberta logo após me mudar, ainda nem tinha arrumado muita coisa, mas estava feliz com os três quartos do apê: uma suíte, um quarto grande pra visitas, e um pequeno pro escritório! Então a primeira mudança de planos foi: “queridas visitas, vocês vão ter que dormir no escritório! Baby vai ter um quarto”!

Fofurice em 50 tons de rosa!

Fofurice em 50 tons de rosa!

Nunca fui fã de muita “frufruzice” (mas vejo cada coisa fofa que com certeza vou compartilhar aqui!), e já estava certa de que, sendo menino ou menina, um ou mais de um, eu construiria algo dentro das minhas correntes favoritas: abstratos/geométricos, história/fotografia/viagens, e selvagem! – Lembrando que um estilo não necessariamente exclui o outro!

Pode parecer precipitado começar a organizar essas coisas logo no começo da gestação, mas, como já diziam os sábios, é melhor estar preparado e não ter uma oportunidade, do que ter a oportunidade e não estar preparado! O lado bom de começar a programação o quanto antes é que muita coisa dá pra você mesma ajeitar! Então vá encaixando mesmo no pouco tempo livre que você possa ter! Eu, inclusive, mesmo sempre muito ocupada com os compromissos profissionais, adoro projetos caseiros / “barateiros” tipo D.I.Y. (Do It Yourself – “faça você mesma”! E depois vou mostrar pra vocês como montar um quarto de bebe digno de designer)! Mas, principalmente, o mais gostoso de gestar é esperar! Ficar olhando o que você preparou, imaginar como será a vida dali pra frente… porque, acredite, os nove meses (ou menos) passam voando, e depois disso o choque de realidade e a rotina exaustiva com um bebê não vão te dar tempo de pensar em mais nada! Rs

Quarto do bebê no quarto dos pais

Quarto do bebê no quarto dos pais

Então, muita gente opta por apenas coloca um moisés ou o berço no quarto do próprio casal mesmo, mas se tiver a oportunidade de ter um cantinho próprio pro rebento, é ótimo! O estilo do canto do bebê pode refletir o resto da casa ou ter um tema específico! Simples ou sofisticado, colorido, neutro ou mais ousado. Transfira suas emoções e expectativas pra decoração! O que você gostaria de sentir nesse ambiente?

Olha só umas inspirações que separei pra vocês! Qual funcionaria na sua casa?

Clássico! By Maracay Homes Design Studio

Clássico! By Maracay Homes Design Studio

Clássico. Cores simples e suaves nunca saem de moda! Com pouco investimento de tempo e dinheiro você pode fazer uma pintura de losangos (tipo arlequim) super charmosa! E alguns detalhes como o da janela dão um toque sutil! Encantador!

Colorido! Do Instagram @projectnursery

Colorido! Do Instagram @projectnursery

Colorido. Em breve vamos falar como cada cor afeta sua criança, mas adianto que não existe regra impondo que quarto de bebê tem que ser em tons pasteis, viu!!! Esse lindo acima é quase todo montado com achados em topa-tudo, vendas de usados online, e DIY´s! Quem disse que você precisa de um grande orçamento para criar um espaço especial para seu bebê?

Provençal. Fonte: Bobosroom

Provençal. Fonte: Bobosroom

Provençal. Para os amantes do estilo romântico e atemporal francês, também é muito fácil conseguir essa cara, com um mix and match de estampas florais, listras, xadrez. E não esqueça do clássico livro infantil francês, O Pequeno Príncipe, pra compor o ambiente e ler com o pimpolho!

quarto de bebe preto de branco

Black & White

Preto e Branco. Preto por um tempo parecia tabu pra decoração infantil! Mas hoje é o hit para quem opta por um design mais moderno ou ousado. Acaba sendo mais uma opção de cor neutra, pra ser o plano de fundo de tanta tralha colorida que vem no pacote de se ter uma criança em casa!

Selvagem!

Selvagem!

Rústico. Nem que seja com um papel de parede com estampa amadeirada, os eco lovers precisam de ao menos umas referências ao seu instinto “selvagem” e o aconchego da natureza!

By J&J Design Group

By J&J Design Group

Geométrico. Seja com tons pastéis ou cores vibrantes, as formas geométricas sempre deixam o ambiente divertido e moderno! Adoro!

Gostaram? Qual mais vocês gostariam de ver aqui??

A descoberta: como saber se você está grávida

E daí que você está menstruando todos os meses. Em uns mais, outros menos. Às vezes no dia exato, noutras demora um pouco mais… E nessa demora os peitos doem, dá uma colicazinha… E chega outro mês, e ela não chega… E sempre passam aquelas coisas na sua cabeça, então você resolve fazer um exame pra desencanar. Isso já aconteceu comigo algumas vezes. Normal… Até que o exame deu positivo! E bem-vinda ao mundo da maternagem!!!

Redundância

“Redundância”. Foto by Nate

Há 10 anos conheci um homem muito especial. Desde que nossos olhares se encontraram nos encantamos! E vi nele o pai que queria para os meus filhos: brincalhão, inteligente, ativo, disposto, solidário… Mas ficar junto não foi fácil. Nossas carreiras e família nos mantiveram na ponte aérea, com países e oceano de distância! E entre idas e vindas decidimos ficar juntos e formar uma família!

Eu tinha ovário policístico e, aparentemente, dificuldade pra engravidar. Já tínhamos tentado algumas vezes e, como não deu nada, imaginei que esse negócio não era pra mim… Então, quando apareceram duas linhas naquele palitinho, pensei: deve estar errado. Na caixa diz 99% de certeza. Mas deve estar errado!

Isso era umas 3 da manhã porque, no dia que comprei o exame, não aguentei esperar até a manhã seguinte pra testar! Meio petrificada, fui acordar o marido pra compartilhar o resultado. Ele, num sono profundo, achou que era sonho, me disse ‘parabéns’ virou pro lado e roncou.

Não preciso dizer que os minutos se arrastaram até o sol raiar e eu poder ir à farmácia antes do trabalho pra comprar mais 3 testes de marcas diferentes! E muito menos dizer que, nessa agonia, fiz o teste assim que cheguei ao trabalho. E vieram as duas linhas. De novo. De novo. E… de novo.

Aflição generalizada. Acho que nem consegui respirar nesse dia, mas lembrei que tinha uma consulta agendada com a dermato naquela tarde pra ver detalhes de um tratamento estético que estava prestes a começar! Ótimo! Ela poderia solicitar um exame de sangue, porque esse sim sabe das coisas!

E o comentário dela já foi aterrador: “minha querida, é mais fácil você ter um falso negativo (no teste de farmácia), que um falso positivo! Então esquece esse tratamento e só volte depois que tiver parado de amamentar”. Fiquei muda. Claro que ela me deu várias amostras de protetor solar e dicas de cuidados durante a gestação. Mas eu ainda estava muda.

Todo esse choque foi porque isso significava muito pra mim! Sempre sonhei em ter filho (inclusive mais de um), mas nesse momento eu não tinha planejado, eu tinha vários projetos em andamento, e um bebê mudaria tudo! O marido tinha chegado há pouco da Espanha, ainda estávamos montando o apartamento, e com muitos outros compromissos para o futuro próximo. De todos os cenários que cogitei naquela época, ser mãe não estava em nenhum deles.

E no dia seguinte saiu o resultado. E que resultado mais estranho! Imaginei que naquele envelope viria uma mensagem garrafal: “Parabéns, você está grávida”!!!! Mas não. Veio o índice do Beta HCG e umas referências indicando provável gravidez, e “procure seu médico”. Provável?! Isso quer dizer que pode não ser, certo? Por que achamos que podemos ser o 0,01% da estatística??? Depois descobri que tem uns laboratórios que informam até a quantidade de semanas de gestação conforme a quantidade desse hormônio…

Mas, enfim! Agendei com a gineco que eu conhecia que pôde me atender no mesmo dia, e lá fomos nós! Detalhe: eu já estava sentindo enjoos muito esquisitos. O marido foi me encontrar no consultório levando um lanchinho antináuseas e entramos na cabine da verdade!

Eu não poderia ter escolhido melhor profissional esse dia! Sabe aquela pessoa que ama o que faz??? Pois é! Ela emana uma energia tão boa! Me examinou, conversou com a gente e, claro, disse “Parabéns, papais”! O papai me sorriu feliz de rabo de olho dizendo “não te disse?!”, e eu, só aí, descobri/aceitei que estava grávida de verdade.

Saímos de lá com um pedido de ultrassom e pensando como/quando íamos contar a notícia à família e amigos… Mas essas são cenas para um próximo post! ;)

O nascimento começa com um corte…

IMG_0364

Debaixo d’água se formando como um feto
Sereno, confortável, amado, completo
Sem chão, sem teto, sem contato com o ar
Mas tinha que respirar

Arnaldo Antunes

Quero continuar a dizer sobre a beleza do nascimento (o texto anterior está aqui) e como ele inaugura uma novidade no mundo.

Podemos dizer que a marca do nascimento é o corte no cordão umbilical. A experiência de nascer para o mundo começa na separação, um corpo que se separa de outro corpo. Depois da ruptura, vamos nos relacionar com o corpo que nos gerou, mas não de dentro dele e sim por fora. Esse simples deslocamento de posição -dentro para fora – muda tudo em nossa vida. Aquilo que era um, agora se apresenta como dois. no entanto essa separação efetiva que acontece no nascimento não acontece automaticamente no decorrer da vida. Mãe e filho podem continuar fundidos afetivamente.

Nascer é separar-se da mãe para adentrar no mundo. É neste sentido que podemos falar que quem nasce traz uma novidade ao mundo. Os olhinhos da mãe voltados para o bebê e dele para com a mãe, concretizam esse acordo silencioso do nascimento, vejo o rosto de quem amo.

Só vemos o rosto de quem “está fora” de mim, o meu próprio rosto não consigo ver. A separação é fundamental para pensarmos em educação. (Mais adiante veremos o porquê!)

Quando um bebê começa a ser gestado já existe um mundo de coisas, ideias, situações bem concretas para ele viver. Se muitas coisas já estão dadas e definidas, como então o nascimento é a eterna novidade do mundo?

A resposta para isso, talvez, nos exigisse um tratado, mas como não quero divagar nas concepções teóricas da filosofia vou tentar ser bem simples. Para deixar que o novo venha ao mundo é preciso permitir, a ‘pessoa nova’ que chega ao mundo, experimentar o mundo do seu lugar. Isso mesmo, precisamos deixar a criança ser criança, o bebê ser bebê,. É simples, basta favorecer que este ser que nasceu desenvolva ao seu modo. Desta forma, nós passamos a aprender com ele o seu modo de ser.

Não, eu não quero dizer que devo deixar a criança a fazer o que ela quer. O que quero dizer é que, existe no colo de um adulto um ser que não é o mesmo de quem o carrega, por exemplo, o mesmo ser da mãe, não é mesmo ser do pai, não é o mesmo ser da vó, ou de quem quer que seja. Tampouco é um ser híbrido feito das metades do pai e da mãe cujo resultado da soma é o que carregamos. Não, um recém-nascido é como nós, completo e desamparado!

Quero dizer com isso que, dar a luz a alguém é possibilitar a vida desse alguém no mundo. Quero dizer, o bebê é uma outra pessoa que esta diante de você. Este é um princípio básico para a boa vida dos envolvidos na educação.

Pode parecer algo óbvio mas reconhecer que este outro é diferente de mim nem sempre é fácil. Tal reconhecimento é um processo, que para muitos, leva uma vida toda. Essa pseudo ‘fusão’ que se vive nas fases iniciais do nascimento é normal e pode até fazer bem por algum tempo, mas a longo prazo é prejudicial para as partes envolvidas.

Cortar o cordão umbilical é necessário, não somente no parto, mas metaforicamente dizendo da vida. Reconhecer a integralidade do outro que se apresenta diante de meu colo é importante para um crescimento saudável e maduro do desenvolvimento humano.

Caso contrário, corremos o sério risco de aniquilarmos a experiência deste ser que chega em detrimento    do medo da separação.

Contudo, para conseguirmos reconhecer essa pessoa que se apresenta diante de nós como outra pessoa (e não uma propriedade minha) é fundamental termos feito essa experiência de ruptura com estruturas que não nos permitem ser nós mesmos.

Sei que há inúmeras pessoas que, mesmo adultas e tendo filhos, não conseguiram viver esta ruptura com o universão de proteção paterno e materno. Certamente, a sua ruptura para com o mundo é de suma importância para que possibilite ao seu filho viver para o mundo.

Bem.. ainda vamos conversar mais sobre isso! Caso eu não tenha me expressado bem, sei que você pode entender tudo que falei se escutar essa música aqui.

Não é por acaso que a vida deu jeito de fazer com que todos os animais soubessem o melhor modo de romper o cordão umbilical… Imaginem se vivêssemos unidos a ele sempre. Impossível viver! Afinal, é preciso respirar!!

 

(Créditos da foto deste post: restirada de banco de imagens do Google)

O nascimento é a eterna novidade no mundo!

arquivo google imagens

Hoje gostaria de falar um pouco sobre o nascimento de uma vida.

Fico me perguntando, qual o significado de nascer? E, imediatamente, lembro-me do trecho de um livro do filósofo francês Maurice Merleau-Ponty quando ele escreve sobre a liberdade em um dos seus principais livros intitulado Fenomenologia da Percepção. Lá no final do último capítulo, ele afirma,

“nascer é, ao mesmo tempo, nascer do mundo e para o mundo”.

Acho esta frase lindamente poética!  Mais que isso, ela nos dá algumas pistas para pensarmos o que significa o nascimento de um criança. Para entendermos melhor o que o filósofo francês quer dizer, vamos separar a frase em duas partes, primeiro o que significa nascer “do mundo” e depois discutir o significado de nascer “para o mundo”.

Nascer “do mundo” significa que quando nascemos já existe uma série de fatores que determinam nossa vida. Temos uma sociedade definida, uma cultura determinada por princípios que nos afetam, nascemos em um família com valores estabelecidos, temos uma língua já falada e cheia de significados, entre tantas outras coisas que já são anterior ao nascimento. Nascer “do mundo” é surgir em lugar onde já se tem muitas coisas definidas e quase não sobra espaço para nós sermos tão diferentes dessas estruturas que nos antecedem.

Toda criança quando surge no mundo vai encontrar uma estrutura já dada, é isso que o filósofo quer dizer. Ela vai nascer em um determinado País, em uma língua, em uma sociedade, em algum lugar bem situacional que pode ser um lar, como uma casa, ou um abrigo de crianças abandonadas. Tanto o lar quanto o abrigo são fatos do mundo que já estão dados, prontos. Há sempre um sistema que antecede o nascimento. Tal sistema será decisivo no crescimento dessa vida que acaba de surgir.

Neste sentido, para as pessoas que escolhem ter um filho, é importante procurar conhecer mais profundamente o “universo” que esse filho nascerá. Conhecer o “universo” significa compreender bem nossas relações com a cultura, com a política, com a religião e com as pessoas que nos circundam. Não se trata de se tornar um cientista político, econômico ou um mega chato que só quer gente bacana ao lado da sua família. Trata-se, portanto, de buscar entender o contexto que esta criança nascerá afim de detectar os valores e contra-valores que possuímos. É preciso tomar consciência da vida que o casal possui, dos valores que nela estão contidos e, se for o caso, repensar essa estrutura. Afinal, muitas dessas crenças que temos na política, na economia, na religião e nas amizades, terão um impacto direto na educação do recém chegado ao mundo.

Conheço pessoas que mudaram de cidade, de casa, de rotina para que a criança nascesse em um mundo no qual o casal acredita. Abriram mão de uma série de “benefícios” de uma vida na capital para a criança crescer em uma cidade do interior, com mais qualidade de vida. É óbvio que nem todo mundo tem essa possibilidade de mudar radicalmente a vida em função do nascimento de um filho, mas todo nós podemos nos perguntar sobre em/por quais valores queremos viver. Essa pergunta é fundamental ser colocada antes de se planejar ter um filho.

A segunda parte da frase refere-se ao nascer “para o mundo”. Merleau-Ponty sabe bem que, se de um lado nascemos em um mundo definido, por outro lado, somos uma novidade neste mundo e nele podemos apresentar algo novo. Nascer “para” significa que nossa vida está intimamente ligada com o mundo e com os outros. Nunca somos tão únicos, exclusivos. Temos uma experiência de vida que se dirige para o outro. Este outro pode ser qualquer coisa ou qualquer pessoa. Ter uma vida “para” alguém é comprometer-se com algo neste mundo.

Todo nascimento traz em si uma espécie de “furo” nessa estrutura do mundo que nos determina. Cada bebê que nasce é um novo olhar que surge no mundo. Isso significa que a vida de cada pessoa é extremamente importante e comprometida com a renovação própria do mundo.

Se por um lado temos pouco espaço para fugirmos das estruturas sociais que nos antecedem, no lado oposto temos na vida de cada um a eterna novidade dessa estrutura. Afinal, cada ser humano pode dar significado distinto a essa estrutura. Portanto, “nascer ‘do’ e ‘para’ o mundo nos coloca em uma contínua tensão. Como se houvesse um conflito entre o novo que se mostra e o velho já determinado. Esta tensão é saudável para o bom desenvolvimento da vida. Entretanto, faz-se importante ter um profundo respeito para aquela pessoa que chega ao mundo velho. Este respeito é alcançado quando descobrimos a aquele nasce não é propriedade exclusiva de ninguém se não de si mesmo.

Lembro-me bem quando, mais velho e longe de casa, minha mãe dizia, “criamos os filhos para o mundo”. Há uma sabedoria profunda nesta frase da vida. Educar não é para si, mas para que o mundo seja sempre um lugar melhor. Trago este tema de início, justamente porque acredito que é necessário para uma boa educação essa “espécie” de missão que temos, no sentido de que educar é educar para os outros. Nenhuma educação será eficiente se for egoísta e toma o filho como propriedade. É necessário sair dessa pseudofusão inicial que os primeiros contatos com o bebê favorecem. Essa saída não tem tempo, tampouco prazo definido. Porém, é preciso saber que somos “do” mundo e “para” o mundo.

Nesta perspectiva que lhes apresento, o nascimento se mostra como uma esperança muito fecunda na humanidade. Cada vida nova que habita nosso planeta traz nela toda a possibilidade de nos ensinar a ver o mundo, a nossa vida, de um lugar que não vemos. Esta é a novidade do nascimento.

Assim, nascer é apresentar o mundo (velho e costumeiro) para alguém e, ao mesmo tempo, descobrir a novidade que este alguém apresenta ao mundo. Todo nascimento exige de nós profunda abertura para a vida que se faz no mundo e para o mundo.

____

Ref: MERLEAU-PONTY, M. Fenomenologia da percepção. Martins Fontes.

O segredo por trás do brilho pós-parto da Kate

Muito foi especulado a respeito da “boa aparência” com que Catherine Middleton, a duquesa de Cambridge, apareceu após o parto da sua segunda filha, recentemente. Houve quem levantasse teorias da conspiração a respeito da veracidade da sua gravidez. Será que isso se deve à naturalidade com que os partos cirúrgicos são feitos no Brasil, o que naturalmente, jamais deixaria uma mãe sair nas condições com que Kate saiu? Abaixo trouxemos um texto que traduzimos livremente do site australiano Essential Baby e que aborda, de forma descontraída, um pouco essa polêmica.

Teve até más línguas dizendo que ela fez uso de “barriga de aluguel”, mas a verdade é que, claro, ela teve (muita) ajuda profissional, só que o segredo para Kate sair tão incrível daquela maternidade não está só aí!

Catherine, duquesa de Cambridge, e príncipe William apresentando pro mundo sua alteza real princesa Charlotte, Elizabeth, Diana de Cambridge

Catherine, duquesa de Cambridge, e príncipe William apresentando pro mundo sua alteza real princesa Charlotte, Elizabeth, Diana de Cambridge. Fonte: Istagram @britishmonarchy

Catherine deslumbrou ao deixar o hospital fabulosa num vestido Jenny Packham, feito sob medida, que estrategicamente escondeu sua barriga ainda inchada e acentuou suas pernas longilíneas. A duquesa tem seu próprio cabeleireiro que compareceu ao hospital logo após o nascimento para providenciar aquela escova mara. E a make então, disfarçou as olheiras ou qualquer aspecto de cansada que o trabalho do parto causa. Enfim, não estava simplesmente bem para quem acabou de parir, mas excelente, de parar o trânsito, a mídia e até o terremoto!

Além disso, ela não ganhou muito peso, devido à hyperemesis gravidarum, mas não é motivo pra ficar com inveja, pois é uma complicação terrível na gestação que pode até ser fatal!

Mas Kate tinha outro motivo para sorrir. Ao contrário de muitas mulheres, ela tinha uma equipe de parteiras que monitoraram sua gravidez e conduziram o parto de seu segundo filho, enquanto uma equipe de obstetras estava à disposição nas proximidades. Podemos supor que, como ela deu a luz dentro de duas horas após chegar ao hospital, e saiu 10 horas depois, ela teve um parto vaginal simples.

A continuidade dos cuidados da parteira (a “midwife”, uma profissional qualificada para acompanhar a gestação e o parto normal) é um fator vital quando se trata de ter uma experiência positiva no nascimento, e boa recuperação do trabalho. E Kate foi assistida pelas mesmas parteiras toda a sua gravidez, o que faz com que a mulher se sinta segura e relaxada, e aumenta a probabilidade de o bebê nascer sem necessidade de qualquer intervenção. E quando não há intervenção, a recuperação do parto é muito mais rápida.

As heroínas do nascimento real, a midwife Arona Ahmed (dir.) e sua chefe, Jacqui Dunkley-Bent (esq.)

As heroínas do nascimento real, a midwife Arona Ahmed (dir.) e sua chefe, Jacqui Dunkley-Bent (esq.). Fonte: Daily Mail

E um dos conselhos de suas parteiras teria sido permanecer em casa por tanto tempo fosse possível durante o trabalho de parto, exatamente o que ela fez. Por isso, não é nenhuma surpresa vermos uma mãe tranquila e feliz deixando o hospital com sua família menos de 12 horas depois de a princesa nascer.

A forma como Kate desceu as escadas (com bebê nos braços e quase sem ajuda de William) e entrou no carro, era óbvio que não era uma mulher que teve um parto traumático!

A bela adormecida caçula real deixando o hospital

A bela adormecida caçula real deixando o hospital. Fonte: Instagram @britishmonarchy

Após o parto o corpo da mulher está cheio de “hormônios do amor”. A oxitocina, o hormônio da conexão do amor, é o que ajudará a amamentação acontecer, e ajudar a mãe a se apaixonar com o bebê e o recém-nascido cair de amores pela mamãe!

Então é isso! Aquele sorriso radiante mostrou uma mãe transbordando de amor pelo seu novo rebento, uma sensação com que a maioria de nós pode se identificar.

Óbvio que, sob aquele vestido deslumbrante, Kate teve que lidar com coisas não tão glamourosas, assim como todas as mães! Ela provavelmente estava com dor devido ao dilatamento do útero, e chacoalhando naquele salto, doida pra chegar em casa e cair no moletom! Mas ela teve um bom parto, que é algo que todas as mulheres deveriam ter a oportunidade de experimentar.

Texto de Âmbar Robinson. Tradução livre e personalizada de: http://www.essentialbaby.com.au/birth/after-birth/the-truth-behind-kate-middletons-postbaby-glow-20150504-3vbzd.html