11 brincadeiras criativas para dias de chuva (ou de frio)

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Diabetes: Qual o seu risco?

Violência, trânsito, poluição, é o que vem à sua cabeça quando se fala em “risco urbano”?  A crise mais crítica que vivemos em nossas cidades atualmente são na verdade as doenças silenciosas, a nova epidemia urbana.

Sedentarismo, fumo, sobrepeso, dieta pouco saudável. Todo esse estilo de vida favorecido pela rotina nos centros urbanos leva a doenças graves, como o diabetes, com sintomas que podem demorar aparecer.  O mais alarmante é que esses hábitos são repassados às crianças, que têm sido expostas cada vez mais cedo a excessos, tornado-o um problema de saúde global.

Repense sua bebida

O açúcar por trás dos alimentos: repense sua alimentação. Seus hábitos são transferidos aos seus filhos.

14 de novembro é o Dia Mundial do Diabetes. A data foi introduzida para aumentar a consciência sobre o diabetes: suas causas, sua prevenção e os efeitos devastadores que tem sobre as vidas humanas e sistemas de saúde em todo o mundo. E em 2016 a campanha é “De Olho no Diabetes” / “Uma Doença Invisível”, uma vez que metade das pessoas nesta condição não é diagnosticada, e o diagnóstico precoce aliado ao tratamento adequado reduz a possibilidade de sérias complicações, como cegueira, insuficiência renal, amputações, e até complicações fatais.

A boa notícia é: mais de 70% dos casos tipo 2 (nos quais o indivíduo não produz insulina suficiente ou ela não age adequadamente) podem ser evitados com simples mudanças de hábitos. Vamos mudar a rotina para um estilo de vida mais saudável em toda a família? Fique atento aos seguintes fatores de risco.

1. Sedentarismo: a inatividade física acarreta especialmente no aumento da circunferência abdominal, que eleva o risco do diabetes tipo 2, mas pode ser prevenido com a prática regular de atividade física. Atente-se ao “regular”. Ou seja, todo-santo-dia. 30 minutos diários de atividade física moderada é fácil de encaixar no seu dia-a-dia, numa caminhada à padaria ou com brincadeiras com as crianças.

2. Alimentação: a família consome frutas e vegetais diariamente? A dieta pobre em nutrientes e rica em gorduras e açúcares é um fator crucial no desenvolvimento de distúrbios na produção e ação da insulina. Consuma cereais ricos em fibras e legumes todos os dias. E evite o excesso de gorduras.

O excesso de açúcar merece um capítulo à parte. Contribui para a obesidade (o excesso de açúcar – não apenas do doce, mas do carboidrato também – no corpo é transformado em gordura), e é capaz de ativar áreas do cérebro ligadas ao vício, aumentando a dopamina e serotonina (hormônios do prazer e bem-estar), que torna cada vez mais difícil se livrar do doce diariamente.

Pesquisas mostram que, na maioria dos casos de crianças com diabetes ou com potencial de desenvolver a doença, os pais se alimentam muito mal. Então repense sua alimentação. Seus hábitos são transferidos a seus filhos “por osmose”.

3. Mudanças hormonais: as mudanças hormonais da gravidez interferem na ação da insulina, e podem acarretar em diabetes gestacional. Pode acontecer com qualquer mulher, principalmente em casos de

  • Idade materna mais avançada;
  • Ganho de peso excessivo durante a gestação;
  • Sobrepeso ou obesidade;
  • Síndrome dos ovários policísticos;
  • História prévia de bebês grandes (mais de 4 kg) ou de diabetes gestacional;
  • História familiar de diabetes em parentes de 1º grau (pais e irmãos);
  • História de diabetes gestacional na mãe da gestante;
  • Hipertensão arterial na gestação;
  • Gestação múltipla (gravidez de gêmeos).

Nem sempre os sintomas são identificáveis. Por isso, recomenda-se que todas as gestantes pesquisem, a partir da 24ª semana de gravidez (início do 6º mês), como está a glicose em jejum e, mais importante ainda, a glicemia após estímulo da ingestão de glicose, o chamado teste oral de tolerância a glicose.

4. Idade e predisposição genética: a partir dos 45 anos e quando se tem casos de diabéticos na família, a propensão para desenvolver esta condição é maior, mas, como nada pode ser feito em relação a isto, redobre a atenção nos itens anteriores: a alimentação balanceada e a prática regular de atividades físicas são uma ‘fórmula infalível’. :) #conheçaseurisco

Referências:

11 brincadeiras criativas para dias de chuva (ou de frio)

E você acha que brincadeira legal e criativa só pode acontecer ao ar livre? OU… Você acha que brincadeira dentro de casa se restringe a vídeo-game, computador, ipad e celular?** (vejam observação  quanto a isso no final do artigo).

O verão já está aí, e com ele a gente aguarda não só dias cada vez mais quentes, mas também as esperadas chuvas (pelo menos assim torcemos né… porque, cá pra nós, estamos precisando!).

E para os dias em que a bendita chuva há de cair é que a gente já está aqui dando algumas sugestões de brincadeiras criativas que podem ser propostas dentro da sua casa ou apartamento! (Vale até pra quando falta energia e você acha que não tem mais nenhuma opção de entretenimento… acende as velinhas e fica ligadinho aí nessas dicas! ;)

Aproveitem e guardem essas dicas também pra quando aquele friozinho serenado de inverno chegar e faltar a famigerada coragem pra sair de casa… :P

Ah! Lembrando que existem brincadeiras cooperativas (aquelas que ninguém ganha ou perde) e as competitivas. Nestas últimas, a gente prefere orientar a fazer com que a brincadeira fique mais engraçada e leve, e isso pode ser feito através da inserção de prendas que sejam divertidas para todo mundo (por exemplo, cantar ou dançar). Isso acaba fazendo com que a competição seja aproveitada por todos, tanto por quem ganha quanto por quem perde. ;) Ah! É claro que prendas humilhantes ou constrangedoras nunca são indicadas, isso não precisamos nem dizer, não é. ;)

Outra coisa: para cada brincadeira, descrevi a faixa etária que costuma ficar mais entretida com aquela atividade. Isso não quer dizer que indicamos somente para aquela faixa etária (na verdade, além do interesse das crianças, tudo vai depender também da supervisão e participação do adulto, porque a maioria são brincadeiras com uso de tesouras e outros materiais encontrados em casa mesmo, então a nossa ideia é que o adulto SEMPRE brinque junto com a criança!). O que quero dizer com a descrição da faixa etária é que vai ser mais comum encontrar crianças entretidas naquela atividade com aquela faixa etária, mas não quer dizer que uma criança de outra faixa etária não possa se divertir também (é claro que pode!). Lembrando sempre que consideramos a participação dos adultos junto a todas as brincadeiras!

Então, vambora, se liga aí! ;)

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1) REAPROVEITANDO PAPELÃO

Que tal aproveitar as caixas de papelão dos móveis e eletrodomésticos que você compra em casa, ou mesmo essas caixas de supermercado? Dá pra fazer avião, barco… Tem até mini campo de golfe com caixa! Vocês podem cortar juntos os moldes, colar (com cola ou fita adesiva), pintar…

Se não dispuser de muito papelão assim, caixas simples de sapato (isso todo mundo tem, né?) podem ser aproveitadas para fazer lindas máscaras para a criançada! Além disso, as tampas das caixas de sapato junto com palitinhos de picolé podem virar divertidos “pinballs”! Dê uma olhada abaixo e se inspire.

- Materiais: Papelão ou caixas de sapato, cola ou fita adesiva, tesoura sem ponta, lápis de cor ou tintas ou canetinhas hidrocor, palitinhhos de picolé, pincéis (no caso de tintas), rolos de papel toalha, bolinhas para complementar as brincadeiras (para o pinball, por exemplo). Dependendo, pode ser bolinhas de papel.

- Idade: Essa diversão costuma entreter muito as crianças na faixa de 2 a 9 anos de idade.

aviao de papelao  barco de papelao

golfe de papelao

pinball gigante

mascaras de papelao

pinball de papelao

OBS: Acabei de lembrar que meu afilhado Luca, de quase 1 ano e 11 meses, ama pegar jornais e nos pedir pra fazermos “papéu” pra ele (chapéu!). Então, a gente canta “marcha soldado” e isso rende alguns bons minutos de brincadeira! E haja “papéus”. rsrs.

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2) BRINCADEIRAS COM COPOS DESCARTÁVEIS

Uma dica: Não jogue os copos fora! Deixe-os separados especialmente para brincar, assim a brincadeira fica sustentável e você não tem que usar sempre novos copos descartáveis! ;) Inclusive os copos podem ser pintados e/ou enfeitados pelas crianças. :)

- Materiais: copos descartáveis, bolinhas de papel (aproveite para reaproveitar papéis usados em casa para fazer as bolinhas!), rolos de papel toalha, tintas e pincéis e fitas adesivas para customizar os copos (se quiser).

- Idade: Estas brincadeiras costumam entreter crianças na faixa de 4 a 10 anos de idade.

torre de copos

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3) CONTAR HISTÓRIAS: TEATRINHO COM FANTOCHES

Oba! Hora da historinha!

Eu amo esses fantoches fofos de mão e de dedinho que vendem por aí! Tem de feltro, de pano… Mas pra quem não tem desses em casa, pode improvisar na hora e fazer os seus mesmo! É só deixar a criatividade fluir. Papel, tesoura, cola, fita adesiva, tinta, lápis de cor, palitinhos… Tem várias inspirações aqui embaixo.

Você não precisa criar apenas personagens prontos, tipo Chapeuzinho Vermelho ou Frozen. Não se prenda só às historinhas conhecidas. Claro que também podem ser interessantes, mas permita-se inventar junto com as crianças. Invente os personagens, suas características… Invente as histórias junto com as crianças! Aproveite, solte sua imaginação também, ela funciona! ;)

Quem tiver empolgado, pode aproveitar e montar o cenário completo dos fantoches! Usando as caixas de papelão que falamos lá no item 1, lembram? Aqui embaixo também tem algumas inspirações pra vocês!

Lembrem-se: incluam as crianças no processo da confecção da brincadeira! Permitam que elas mesmas criem seus fantoches, seus cenários… e suas histórias! Vocês não precisam apresentar tudo pronto pra elas e contar as historinhas. Muitas vezes, o meio é a  próprio brincadeira; e o caminho pode ser muito mais divertido que o fim. ;)

- Materiais: Papelão, caixa de sapato, cartolina, papéis variados, lápis de cor, tintas, pincéis, tesoura sem ponta, cola e fita adesiva, canetinhas hidrocor, outros materiais que quiser para ajudar a customizar os fantoches e cenários (panos, fitas, lãs, etc); palitinhos de churrasco (preferencialmente) ou picolé.

- Idade: Esta brincadeira costuma entreter as crianças de 3 a 7 anos de idade. Mas a contação de histórias em si entretém até mesmo os bebês!

fantoche de palitinho 2

fantoche de palitinho fantoche de papel 2 fantoches de papel

teatrinho fantoches 2 teatrinho fantoches

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4) AMARELINHA E JOGO DA VELHA COM FITA ADESIVA

E aí bate aquela vontade de jogar amarelinha, tá chovendo, não dá pra ir lá pra fora riscar aquele giz no chão (que foi assim que a gente aprendeu, né?), e você nem pensa em riscar o chão do seu apartamento de giz, carvão ou qualquer coisa parecida…

Bom, fica aqui uma dica! Quando o chão não é desses que qualquer colinha de fita adesiva vai deixar marca fácil (não sou muito entendida de pisos :P), você pode utilizar fita crepe ou durex colorido pra fazer os números no chão! Ou até mesmo escrever os números em papel e colar os papéis no chão com fita transparente mesmo. :)

“Mas a pedrinha vai riscar meu chão”. Que pedrinha o quê, criatura! Dá pra jogar até com uma bolinha mais densa feita de jornal… Mas se achar que ela não fica boa pra jogar, sabe aquela meia velha que ninguém em casa usa mais? Então, se você faz uma bolinha de meia, certamente ela não vai causar nenhum estrago. :P Se quiser que ela fique mais pesadinha, põe um bocadinho de grão lá dentro (pode ser um punhadinho de arroz, feijão… ;).

Mas olha… Não deixa de se divertir com suas crianças por causa de um chão, tá. :)

Ah! Também dá pra utilizar a fita pro “jogo da velha” (curioso esse nome, né? rs! Alguém sabe o porquê dele?) e traçar o o quadradinho # no chão (hoje a gente chama de hashtag! hahaha). Aí, é só usar, por exemplo, por exemplo, objetos diferentes, ou de cores diferentes, pra irem marcando as “bolinhas” ou os “xis” do jogo (exemplo: um jogador marca com seus chinelos, e outro jogador marca com seus tênis. É uma forma divertida de jogar! ;).

- Materiais: fita crepe ou durex colorido; bolinhas de papel ou bolinha de meia com grãos dentro, no caso da “amarelinha”; quaisquer objetos de mesma categoria que possam servir para marcar pra cada um dos jogadores, no caso do “jogo da velha”.

- Idade: Essa diversão costuma entreter crianças na faixa de 4 a 10 anos de idade.

amarelinha de apartamento

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Mas o velho papel e caneta também rende boa diversão com o “jogo da velha” em casa! Falando nisso…

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5) PEGA PAPEL E CANETA! FORCA, JOGO DA VELHA, ADIVINHAÇÃO E ADEDANHA

 Acho que todos eles já são conhecidos. Quem nunca brincou de algum dos jogos acima?

A forca consiste em pensar em uma palavra, traçar os espaços correspondentes às letras dessas palavras e desenhar uma forca. A outra pessoa precisa adivinhar qual é a palavra, dizendo letras que ela acha que está contida naquela palavra. A cada tentativa falha, uma parte do corpo do bonequinho é desenhado na forca. Se o bonequinho for desenhado completamente antes da pessoa adivinhar a palavra, a pessoa perdeu o jogo (parece mórbido, risos, mas é divertido!). Geralmente, pra ficar mais fácil, pode-se escolher uma categoria para a palavra ou dar uma dica. Por exemplo: é um animal, ou é um objeto, etc. :)

jogo da forca

 Já o jogo da velha a gente já citou no item anterior na proposta de jogar no chão, como a amarelinha, fazendo uma alternativa ao lápis e papel. Também é jogado em dupla, e consiste em traçar esse quadradinho # no papel, e a partir daí, uma pessoa de cada vez vai preenchendo um espaço dessa “hashtag” com um símbolo escolhido por ele: bolinhas ou xis. Ganha quem conseguir traçar uma linha tripla (horizontal, vertical ou diagonal) contínua com seus símbolos iguais (ficou bem confuso, mas acho que todo mundo aqui sabe como funciona, rs).

Você pode usar a imaginação e a criatividade com as crianças, e confeccionar cartõezinhos próprios pra brincar desse joguinho. :)

jogo da velha

O jogo de adivinhação é o nosso velho conhecido “Imagem e ação”, mas a gente está aqui pra provar que você nem precisa ter o jogo de tabuleiro oficial pra se divertir da mesma forma! Com no mínimo quatro jogadores, divida em dois grupos. Vocês podem combinar de brincar de adivinhar, por exemplo, nomes de filmes, ou de livros! Então, uma equipe pensa em um livro ou filme e pede pra uma pessoa da outra equipe desenhar, enquanto a outra pessoa dessa outra equipe tenta adivinhar dentro de um determinado tempo. E assim por diante, rodada por rodada. Muita gente gosta de dispensar o papel e a caneta e brincar com mímica mesmo! Costuma render boas risadas! ;)

imagem e acao

O jogo de adedanha (eu chamava de “adedOnha”… pra falar a verdade, não sei qual é o correto, muito menos o que significa! risos), também chamado é chamado por muita gente de “Stop”. Geralmente se brinca com duas ou mais pessoas (mas o bom mesmo é brincar em pelo menos quatro!). Consiste em traçar no papel uma lista de coisas típicas em colunas (exemplo: nome de pessoas, lugares, animais, frutas, cores, comidas). Todos sentam-se em roda e dizem “a-de-do-nha” e apresentam uma quantidade de dedos da mão que quiserem, e então conta-se todos os dedos, mas em vez de números, deve-se contar letras. Por exemplo: 7 dedos juntos = letra G. Então, todos começam a escrever palavras que comecem com a letra G, uma para cada coluna, de acordo com cada categoria, e quem terminar primeiro grita “Stop!” (daí o outro nome da brincadeira, rs). No final, Todos contam seus pontos: espaços em branco contam zero ponto, palavras iguais às do colega contam 5 pontos e palavras que ninguém escreveu contam 10 pontos. Vale brincar quantas vezes quiser e com quantas colunas (categorias) quiser!

adedanha

- Materiais: Normalmente, apenas papéis e canetas (ou lápis).

- Idade: Estes são jogos indicados para crianças já alfabetizadas (normalmente, a partir de 7 anos). Até os adolescentes costumam se divertir muito aqui!

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6) PING PONG COM BALÕES

Esse aqui é mais do que simples! Sem muita bagunça, nem sujeita, nem barulho. Mas precisa de um relativo espaço para brincar, por exemplo, numa sala.

Na verdade, se pensarmos bem, trata-se mais de um frescobol do que um ping pong, exatamente, né. :)

- Materiais: Balão, pratos descartáveis, palitos de picolé e fita adesiva para grudar. Se não tiver palitos, pode prender os pratos descartáveis direto nas mãozinhas mesmo, com elástico ou fita.

- Idade: Costuma entreter crianças de cerca de 2 a 7 anos.

ping pong de balao

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7) HORA DA PESCARIA

Os pequetitos adoram! Quem tem banheira em casa, pode até usá-la para um momento de pescaria, hein? Mas não se preocupem, não é preciso ter uma banheira pra brincar aqui! Uma vasilha com água  já serve (pode ser uma bacia!). Pra fazer a vara de pescar, basta um fio de lã amarrado a um graveto (dica: palitinho de churrasco ou mesmo um lápis podem servir perfeitamente. Só tomem cuidado com as pontas).

Os peixinhos ficam ótimos feitos de material emborrachado como E.V.A., mas calma, se você está improvisando a brincadeira agora e não tem nada disso em casa, eles também podem ser feitos de papel, pois fica levinho e bóia fácil! Porém, para não serem rapidamente deformados pela água, você pode passar uma fita adesiva transparente (tipo aqueles durex maiores, sabe? Quem tiver contact é ideal, depois é só recortar). Coloque as crianças para produzir os peixinhos junto com você, elas podem colorir e desenhar! :) Para as iscas, use clipes: abra-os e faça de uma forma que seja fácil “pescar” um clipe no outro! (cuidado com as pontas dos clipes!)

- Materiais: Bacia ou outra vasilha, alguns clipes, fita adesiva grossa transparente, palitinho comprido de churrasco (ou qualquer coisa equivalente, pode ser até um lápis sem ponta), linha mais grossa ou lã,  tesoura sem ponta, papéis coloridos (mas melhor é que as crianças pintem elas mesmas os peixinhos com lápis de cor ou giz de cera), fita adesiva transparente para envolver os peixinhos (ou papel contact).

- Idade: Costuma entreter crianças mais pequenas mesmo, de cerca de 2 a 5 anos. (lembrem-se que sempre consideramos que os adultos estão brincando junto! ;)

pescaria

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8) PISTA DE CARRINHOS

Quem não tem cão, caça com gato; e quem não tem autorama, brinca com… criatividade! :) Isso mesmo.

A ideia aqui é fazer uma pista de carrinho em casa, com o que se tem! Na primeira foto, a pista usou o próprio sofá e o chão e traçou apenas os “caminhos” com uma fita crepe simples (mais fácil de desgrudar depois). Nesse caso, a brincadeira consiste em a própria criança usar sua imaginação e participar da brincadeira ativamente, sem simplesmente “olhar os carrinhos andando via controle remoto”. ;)

Já na segunda foto, foi usado um “macarrão” de piscina (aquele tudo de espuma) cortado ao meio, e do alto da escada, ele foi posicionado. Assim, as crianças “soltam” os carrinhos lá de cima e eles descem pela pista (podem colocar uma continuação da pista ou uma caixa para aparar os carrinhos. Usem a imaginação de novo!).

- Materiais: Carrinhos simples pequenos, fita crepe, caixas para fazer os obstáculos, 1 “tubo macarrão de piscina”. O adulto pode cortar o tubo de piscina ao meio com um estilete ou tesoura.

- Idade: normalmente a partir de 3 anos e se entretém até cerca de 8 anos, mas vai depender do interesse da criança também, já que essa é a única brincadeira que propusemos que usou um brinquedo pronto (os carrinhos) para completar a brincadeira. :)

fliperama caseiro

pista de carrinho

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9) ACERTE O ALVO

Quando eu vi essa foto no pinterest, eu já comecei a rir. Um rolo de papel higiênico no meio da brincadeira! E o pior é que usar outro tipo de objeto não daria o mesmo efeito. É justamente o papel higiênico que deixa a brincadeira engraçada. Fala a verdade.

Um cabo/cano segurado por duas pessoas (aparentemente um cano de pvc, mas me deu a impressão daqueles canos de box de cortina de banheiro também, sabe?) e pendurado nele, dois rolos de papel higiênico (se você está pensando no desperdício do rolo de papel, é melhor pular para a próxima brincadeira). Desenrole um pouquinho do rolo e prenda a ponta em uma lata de refrigerante vazia; faça isso com o outro rolo também (vide foto). A brincadeira consiste em tentar “quebrar” o rolo de papel com aquelas “liguinhas” elásticas, mirando e lançando-as à distância, tipo estilingue mesmo (cuidado com a mira, hein! não vale machucar o colega! :P).

Dica: Estabeleçam uma altura menor para tentar quebrar o rolo, assim, o risco de acertar o elástico no olho de alguém é minimizado, pois todos vão mirar em uma altura mais baixa. Entenderam? Outra coisa: Peçam adultos para segurarem os canos (e não as crianças), dessa forma, se o elástico por acaso escapar em alguém, pelo menos vai ser em um marmanjo… :)

Esse é o tipo de brincadeira que também precisa de um espaço interno relativamente grande. Além disso, no mínimo quatro pessoas é o ideal.

- Materiais: um cano de pvc, dois rolos de papel higiênico, duas latinhas de refrigerante vazias e muitos elásticos.

- Idade: devido ao “perigo” de se machucarem com os elásticos (isso nem com supervisão adulta é algo “controlável”), essa aqui eu realmente não recomendo pra crianças muito pequenas, tá. De verdade. Tirando isso, a criançada maiorzinha e até os adolescentes e adultos costumam se divertir! Ainda assim, todo mundo corre o risco de levar uma borrachada ou outra. :P

brincadeira de apartamento

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10) MISSÃO IMPOSSÍVEL NO CORREDOR

Poxa, eu queria ter brincado disso. :)

Taí. Espaço pequeno, dia chuvoso, falta de energia, crianças agitadas… como lidar? rs.

Bom, imagino que um corredor em casa todo mundo tem. :) Fica a dica: Um rolo de fita adesiva. Passe de uma parede a outra, em linha reta e em X, no alto e no baixo, gerando tipo um “labirinto missão impossível”.

Na foto, a brincadeira aparentemente foi feita com papel crepom colado com fita adesiva. Também fica bacana porque ninguém vai grudar quando passar. rs. :) Mas acho que é mais fácil alguém ter uma fita adesiva em casa do  que um papel crepom, então, na hora do improviso, vale o que tem, não é? ;)

- Material: Papel crepom colorido e fita adesiva para grudar; ou simplesmente fita adesiva para passar de uma parede a outra.

- Idade: Costuma entreter crianças entre 3 e 8 anos de idade, embora às vezes os menores se beneficiem na brincadeira por conseguirem passar melhor entre as fitas devido ao seu tamanho.

brincadeira missao impossivel

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11) TORRE DE ALMOFADAS (COM DIREITO A GUERRINHA DE ALMOFADAS! ;)

Lembrei de colocar essa ideia aqui porque esses dias mesmo o nosso querido Luca <3 estava se divertindo pra valer com essa brincadeira, então tiramos fotos pra contar pra vocês! :)

Quem teve a ideia foi o titio-vô Bené, que está na foto, se divertindo com o Luca. A situação era quase a descrita aqui no post: não era um dia de chuva, mas era um espaço interno sem muitas opções pra brincar. Uma casa de adultos! rs. E ele já estava inquieto. Então… Simplesmente o titio retirou todas as almofadas do sofá. E pronto. Luca se distraiu o resto da noite. Criatividade é tudo nessa vida! :) (A mamãe aprovou, não é Lili? ;)

- Materiais: Almofadas. Almofadas. Muitas almofadas. :)

- Idade: Essa é boa para entreter os mais pequenos. O Luca, por exemplo, tem quase 1 ano e 11 meses. Mas jogue umas almofadas no chão e veja se toda criança não gosta de uma boa “bagunça”. ;) (chamem eles pra ajudarem a arrumar tudo depois, e tá tudo resolvido! ;).

A despeito de idade, acho que a brincadeira só não seria indicada caso a criança seja alérgica mesmo, ok? ;p

LUCA1 LUCA2 LUCA3

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Créditos das imagens: Todas as imagens foram retiradas do Pinterest (exceto as três últimas, que é de arquivo pessoal :).

** Observação referente ao primeiro parágrafo: Não que sejamos contra as tecnologias (depois falaremos disso por aqui)… pelo contrário! Acreditamos que cada tecnologia integra sua época, e as crianças e adolescentes têm inclusive direito a terem acesso ao conhecimento digital de forma bem orientada e esclarecida, respeitando os limites concernentes às suas idades. Ainda que muitos jogos informatizados e o acesso à tecnologia adequada possa promover desenvolvimento de muitas habilidades cognitivas, acreditamos também que as brincadeiras “tradicionais” ainda proporcionam várias habilidades que a maioria dessas tecnologias não alcançam, como sociabilidade, coordenação motora, criatividade, dentre outras.

 

Como a licença paternidade do criador do Facebook pode influenciar a vida de mães e pais trabalhadores

Mark Zuckerberg, o jovem programador e empresário estadunidense, conhecido mundialmente por ser um dos fundadores da maior rede social do mundo, o Facebook, anunciou recentemente que vai se afastar de suas atividades profissionais por dois meses para “lamber a cria”, quando chegar a bebê que ele e sua esposa Priscilla estão esperando!

Fonte: Facebook do Mark, do post

Fonte: conta pessoal do Mark no Facebook, do post em que ele anunciou que estão esperando uma menininha! (alguém me explica o pelo desse cachorro?! Que coisa mais aconchegante! rs)

Ele reforçou que estudos mostram que, quando os pais que trabalham têm tempo para estar com seus recém-nascidos, os resultados são melhores para as crianças e família! E que, no Facebook, eles oferecem aos funcionários até 4 meses de licença parental remunerada. O benefício inclui também casais do mesmo sexo e mamães e papais adotivos.

Fonte: conta pessoal do Mark no Facebook.

Fonte: conta pessoal do Mark no Facebook. O dog sentindo as mudanças que estão acontecendo com os preparativos pra chegada do bebê!

Essa é uma política muito generosa para os padrões dos Estados Unidos, já que esse país, considerado hoje a maior potência econômica mundial, oferece somente 12 semanas de licença maternidade e sem nenhuma remuneração. E a licença paternidade não existe!

Generosa também se comparada ao Brasil, onde a Constituição, no caso dos papais, garante apenas preciosos cinco dias! Uma grande incongruência tendo em vista a configuração atual de família, na qual fica clara a tendência de maior equilíbrio na divisão de responsabilidades entre mamães e papais, que estão participando cada vez mais de todas as fases da criação dos filhos, desde a gestação, não apenas pelas necessidades dos filhos, mas também pelas das mães! (Veja Instituto Papai, uma ONG que busca reverter a invisibilidade da experiência masculina no contexto da vida reprodutiva e no cuidado com as crianças, e luta para equiparar a licença paternidade com a licença maternidade)

O casal gestante e os pais e irmã do Mark. Fonte: perfil pessoal do Mark Zuckerberg no Facebook.

O casal gestante e os pais e irmã do Mark. Fonte: perfil pessoal do Mark Zuckerberg no Facebook.

Mas a verdade é que nem todos os empregados que têm esse direito o aproveitam, por temerem que possa prejudicar suas expectativas profissionais. Ainda há um paradigma de que você tem que priorizar o seu trabalho à sua família, que os homens são responsáveis pelo “ganha-pão” (apesar de as estatísticas dizerem o contrário), e mulheres que focam no trabalho são crucificadas como péssimas mães.

As mulheres já sofreram muita discriminação e penalidades no trabalho ao tornarem-se mães. E, quando os homens tiram esta licença, fica evidente que equilibrar família e vida profissional não é um desafio exclusivamente feminino, promovendo maior compreensão e empatia entre os sexos, no intuito de atravessar o longo caminho da eliminação de estereótipos desatualizados e inúteis, que prejudicam a todos.

Marissa Mayer em 03/11 no Fortune Global Forum in San Francisco, California.  (Photo by Kimberly White/Getty Images for Fortune)

Marissa Mayer, CEO do Yahoo, em 03/11 no Fortune Global Forum, grávida das gêmeas previstas para nascerem neste dezembro. Fonte: The Huffington Post

A CEO do Yahoo, Marissa Mayer, que foi contratada em 2012, quando estava grávida de seis meses do seu primeiro filho, chocou o mundo corporativo ao se afastar da empresa por apenas duas semanas após o parto. E por continuar tomando decisões e remotamente trabalhar durante esse período! Foi duramente criticada pelo curto afastamento e, ao mesmo tempo, por não ter se dedicado o suficiente ao seu trabalho. Que paradoxo!

Bem, pouco depois Marissa estava reluzindo nas listas dos CEOs mais bem pagos da América, ganhando bônus milionários pelos excelentes resultados alcançados. E agora, três anos depois, declarou que, como sua atual gravidez tem sido tranquila, está prevendo tirar outra igualmente breve licença.

Sua posição gerou estranhamento, pois vai de encontro às recentes notícias de que relevantes corporações como a Microsoft, Spotify e Netflix também expandiram seus prazos de licença parental remunerada.

A Netflix, por exemplo, está oferecendo a seus empregados até um ano de folga! Mas esse tipo de política pode ser impraticável, pois os trabalhadores muitas vezes temem o julgamento de seus colegas, já que nesta indústria o costume é trabalhar 50 horas por semana.

Ou seja, enquanto as mulheres ainda lutam contra os baixos salários, menores oportunidades e o estigma de que são seres que devem ser voltados para a família e não para o trabalho, os homens da geração de Zuckerberg enfrentam o desafio de serem pais mais envolvidos. E todos sofrem com a ideia de que, para ser profissional, nada tem que ser tão importante quanto o seu trabalho.

O envolvimento familiar cria importantes elos para a vida inteira. E a decisão do CEO de uma das empresas mais inovadoras e admiradas do mundo mostra que está tudo bem em priorizar a sua família, nem que seja por um pequeno segundo, enquanto você tem um bebê novinho em folha em casa!

Há uma boa chance de que ele vai inspirar outros pais a tirar uma folga, e a outras empresas e países a valorizarem a qualidade de vida de seus trabalhadores.

“MÍDIA SOCIAL NÃO É VIDA REAL”

A australiana Essena Oneill, que já tinha mais de meio milhão de seguidores no Instagram, na última semana resolveu abandonar as redes sociais e revelar a cruel realidade por trás da fama na Internet.

A adolescente de 19 anos, que aparentemente tinha uma “vida perfeita”, agora se posiciona contra os ideais apresentados nas redes.

Nesta segunda ela postou seu último vídeo no YouTube, explicando que apagou mais de 2.000 fotos do Instagram e trocou a legenda de algumas outras restantes, porque aquilo não refletia o que realmente aconteceu por trás daquela imagem. Mas sim, toda uma manipulação para obter o post perfeito! Imagens bonitas, mas não reais.

NÃO é VIDA REAL – tirei mais de 100 em poses semelhantes tentando fazer minha barriga parecer bem. Mal comi naquele dia. Gritei com a minha irmã para continuar tirando as fotos até que eu fiquei orgulhosa
“NÃO É VIDA REAL – tirei mais de 100 em poses semelhantes tentando fazer minha barriga parecer bem. Mal comi naquele dia. Gritei com a minha irmãzinha para continuar tirando as fotos até que eu fiquei um pouco orgulhosa dessa.”

Na crise de consciência, a estrela do Instagram quis alertar seus fãs e seguidores sobre quão falso pode ser o mundo das mídias sociais, e como ele funciona, como um mercado de anúncios, camuflado sob a aparência de uma “vida dos sonhos”! Quando, na verdade, ela declara nunca ter se sentido tão triste em toda sua vida!

Assim como outras pessoas ricas, famosas e “poderosas” que ela teve oportunidade de conhecer, que, apesar de aparentemente ter tudo, também estavam depressivas. O sucesso na rede social pode não ter nada a ver com sua vida real.

Legenda verdadeira: Me pagaram por esta foto. Se você está olhando para as "Meninas do Instagram" e desejando ter a suas vidas... Perceba que você só vê o que elas querem. Se marcam uma empresa, 99 % as vezes elas estão pagando. Não há nada errado em apoiar marcas que você ama ( por exemplo, eu orgulhosamente promoveria marcas veganas em troca de dinheiro já que este tipo de negócio faz sentido para mim) . Mas isso aí (da foto) não faz nenhum sentido. Não há nenhum sentido em um sorriso forçado, roupas minúsculas e ser paga para ficar bonita. Somos uma geração feita para consumir e consumir, sem nenhuma ideia de onde tudo vem e para onde tudo vai.

Legenda verdadeira: me pagaram por esta foto. Se você se depara olhando para as “meninas do Instagram” e desejando ter suas vidas… Perceba que você só vê o que elas querem. Se marcam uma empresa, 99% das vezes elas estão pagando. Não há nada errado em apoiar marcas que você ama (por exemplo, eu orgulhosamente promoveria marcas veganas em troca de dinheiro já que este tipo de negócio faz sentido para mim) . MAS isso (a foto) não faz nenhum sentido. Não há nenhum sentido em um sorriso forçado, roupas minúsculas e ser paga para ficar bonita. Somos uma geração feita para consumir e consumir, sem nenhuma ideia de onde tudo vem e para onde tudo vai.

Em seu último post, Essena declara que, sem perceber, ela gastou a maior parte de sua adolescência sendo viciada em mídia social, aprovação social, status social e sua aparência física.

Desde os 12 anos ela sonhava em ser essa pessoa perfeita online! E a partir dos 16 ela tentava diariamente provar pro mundo que ela era importante, que era bonita, que era legal… quando percebeu que, passar o dia tentando provar para os outros que você é incrível, não é vida.

"Não é a vida real. O único motivo pelo qual fomos à praia nesta manhã foi tirar fotos destes biquínis porque a companhia me pagou e também porque eu ficava bonita considerando os padrões atuais da sociedade. Eu nasci e ganhei na loteria genética. Por que mais eu teria postado esta foto? Leia entre as linhas, ou pergunte a você mesmo 'por que alguém posta uma foto?... Qual é o resultado para eles? Fazer a diferença? Parecer gostoso? Vender alguma coisa? Eu pensei que estava ajudando garotas a serem saudáveis. Mas eu só percebi aos 19 que colocar qualquer quantidade de autoestima em sua forma física é tão limitante! Eu poderia estar escrevendo, explorando, brincando, fazendo qualquer coisa bonita e real... e não tentando validar meu valor através de uma foto de biquíni sem substância."

“Não é a vida real. O único motivo pelo qual fomos à praia nesta manhã foi tirar fotos destes biquínis porque a companhia me pagou e também porque eu ficava bonita considerando os padrões atuais da sociedade. Eu nasci e ganhei na loteria genética. Por que mais eu teria postado esta foto? Leia entre as linhas, ou pergunte a você mesmo ‘por que alguém posta uma foto?… Qual é o resultado para eles? Fazer a diferença? Parecer gostoso? Vender alguma coisa? Eu pensei que estava ajudando garotas a serem saudáveis. Mas eu só percebi aos 19 que colocar qualquer quantidade de autoestima em sua forma física é tão limitante! Eu poderia estar escrevendo, explorando, brincando, fazendo qualquer coisa bonita e real… e não tentando validar meu valor através de uma foto de biquíni sem substância.”

Então, aos 12, quando se via fora dos “padrões”, ela acreditava que não era nada, e estava triste. Foi copiando as modelos que pareciam tão felizes nos anúncios que Essena foi se tornando uma celebridade!

E a popularidade cibernética foi como uma droga, sua quantidade de “likes” e de seguidores nunca era suficiente, sempre precisava de mais. E, aos 18, mesmo com tantos, continuava triste, sozinha, assustada e perdida.

"Eu estava com acne aqui, isso é um monte de maquiagem. Eu estava sorrindo porque pensei que ficava bonita. Felicidade baseada em estética vai sufocar o seu potencial aqui na Terra."

“Eu estava com acne aqui, isso é um monte de maquiagem. Eu estava sorrindo porque pensei que ficava bonita. Felicidade baseada em estética vai sufocar o seu potencial aqui na Terra.”

Com seu vídeo, Essena espera ajudar seus seguidores a “caírem na real”. “Como podemos ver a nós mesmos e nosso verdadeiro propósito / talentos, se estamos constantemente a ver os outros?”

“Quando você se deixar ser definido por números (“curtidas”, visualizaçõe, seguidores!), você se deixa definir por algo que não é puro, que não é real”, diz ela . “Isso não é amor. ” E era tudo que ela precisava ouvir quando tinha 12 anos…

“Por favor, valide meus esforços para parecer sexy com minha bunda sendo o foco desta foto”. Eu gostaria que alguém tivesse me chacoalhado e me dito que aos 16 eu tinha muito mais do que minha sexualidade. Isso era tudo que eu pensava que os outros queriam, isso é o que gera likes e era isso que eu achava legal. Não há nada legal nisso. Esta é uma foto tirada para ganhar likes. Não há nada inspirador nisso. A mídia social é uma ilusão.

“POR FAVOR, VALIDE MEUS ESFORÇOS PARA PARECER SEXY COM MINHA BUNDA SENDO O FOCO DESTA FOTO”. Eu gostaria que alguém tivesse me chacoalhado e me dito que aos 16 eu tinha muito mais do que minha sexualidade. Isso era tudo que eu pensava que os outros queriam, isso é o que gera likes e era isso que eu achava legal. Não há nada legal nisso. Esta é uma foto tirada para ganhar likes. Não há nada inspirador nisso. Mídia social é uma ilusão.

Editado: “Por favor, dê like nesta foto, eu me maquiei, enrolei meu cabelo, vesti um vestido apertado, usei uma bijuteria desconfortável... Tirei 50 fotos até que tivesse uma que achei que você fosse gostar, então editei este selfie com toneladas de aplicativos apenas para que eu pudesse me sentir aprovada socialmente por você.

Editado: “Por favor, dê like nesta foto, eu me maquiei, enrolei meu cabelo, vesti um vestido apertado, usei uma bijuteria desconfortável… Tirei 50 fotos até que tivesse uma que achei que você fosse gostar, então editei este selfie com toneladas de aplicativos apenas para que eu pudesse me sentir aprovada socialmente por você.

Essena lançou um site (Let’s Be Game Changers) para defender a consciência e a mudança, sobre a natureza destrutiva de tentar obter aprovação online. E agora só quer usar a rede e sua influência digital para o bem social.

*Atualização: em 04/11/2015 Essena apagou de vez sua conta no Instagram e Youtube.

O lanche escolar e a construção de um bom hábito alimentar

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escrito por Maria Beatriz Vasconcelos, pedagoga*

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“Direito a um bom início

Toda criança tem o direito de comer alimentos sãos desde o nascimento, de beber água limpa e respirar ar puro. ”
(Rubem Alves – Direitos naturais das crianças)

O contato com uma mãe muito consciente em vários aspectos da educação dos seus filhos e muito parceira com a escola onde seu menino de seis anos estuda, me provocou a escrever o tema deste mês: o lanche escolar. Este aspecto na rotina das famílias e da escola precisa ser repensado e ressignificado. Ela me relatou uma situação que deve ser refletida e problematizada quanto ao desafio de propor uma alimentação saudável para as crianças.

A situação é a seguinte: Ela procura conduzir a alimentação do filho de uma maneira mais saudável. Mesmo com a dificuldade de tempo da família ela tenta preparar um lanche selecionando alimentos mais naturais, menos industrializados e que favorecem um crescimento sadio. Entretanto, a escola que o filho estuda oferece, na lanchonete, lanches como refrigerante, salgados fritos, chips e guloseimas. Ou seja, a família convive com o desafio maior de convencer a criança diariamente a optar pelo lanche saudável. Se a escola tivesse a mesma proposta tudo seria diferente e a condução da família estaria sendo reforçada. A escola estaria cumprindo o seu papel: contribuindo para a educação da criança no seu desenvolvimento integral.

Contudo, não é isto que vem acontecendo. Muitas escolas negligenciam este aspecto da formação da criança e optam por explorar também este setor em prol de lucros. Mesmo na rede pública, com a criação das vendinhas nos horários de recreio isto é muito comum. Entretanto, já existe uma resolução da Secretaria de Educação de Minas Gerais de 2010, baseada na lei estadual 18.372/2009 que proíbe a venda e distribuição gratuita de alimentos muito calóricos, tais como frituras, doces, salgadinhos, picolés, refrigerantes e outros.

Atualmente vários estados no Brasil possuem uma legislação específica que exige das instituições de ensino a oferta de merendas saudáveis. Algumas escolas que ainda não cumprem a legislação argumentam aspectos financeiros quanto a contratos firmados com lanchonetes. Todavia, isto não pode ser uma justificativa aceitável para continuarem oferecendo lanches que “deseducam”, ou seja, não contribuem para a formação de um bom hábito alimentar.

Felizmente, já existem muitas escolas que cumprem esta legislação. Aí o desafio é outro… famílias que não conseguem ainda privilegiar uma proposta mais natural na alimentação dos filhos e optam pelo mais fácil: o produto industrializado, com excesso de sódio, açúcar, gordura saturada, conservantes e muitos outros ingredientes que não fortalecem um crescimento sadio. A dificuldade então passa a ser da escola em insistir e alertar às famílias, principalmente na Educação Infantil, de que nesta fase do desenvolvimento de uma criança a educação do paladar é super importante para a relação que ela terá com a comida para o resto da sua vida.

A maior parte destes alimentos, com alto teor de açúcar, gordura e sódio, quando apresentados em excesso durante a infância contribuem para criar o vício no paladar em produtos industrializados e a resistência em alimentos naturais que certamente o sabor não ressalta tanto açúcar e gordura. É neste tipo de consumo que observamos a resistência dos menores em experimentar e apreciar sabores de frutas, verduras e legumes. Boa parte hoje das crianças, cujo consumo é repleto de biscoito recheado, salgadinhos, refrigerante e outros, apresentam extrema resistência nas refeições adequadas. Me parece, que é no mínimo difícil, uma pessoa após seus primeiros anos de vida ter “viciado” nestes alimentos construir um hábito alimentar adequado à sua saúde.

Este contexto, “fast-food”, associado à problemática da publicidade infantil nas embalagens de lanches, é tão desafiador que muitas famílias acabam reforçando este consumo, por ser mais prático e rápido. Acabam comprando lanches industrializados, colocam na lancheira e pronto. Ou contratam a lanchonete da escola para fornecer o lanche que a criança quiser, em determinado valor, diariamente.

A situação é complicada, pois tanto as escolas quanto as famílias enfrentam este desafio em situações diferentes. No caso da mãe que citei no início do texto, a solução que talvez pensemos de imediato é da possibilidade de mudança de escola. Mas não é uma decisão simples, sempre envolve muitos outros aspectos pessoais da família que dificultam esta escolha. E, na verdade, esta seria a “solução” para esta família. E as outras que convivem naquele espaço? E a formação das outras crianças? Em muitos momentos precisamos enfrentar o problema para que a solução seja coletiva e beneficie a todos e não apenas a um. Neste caso a parceria entre a escola e família precisa caminhar na direção de algumas reflexões a cerca da alimentação em prol do crescimento dessas crianças.

A sugestão passa pela organização dos pais em apresentar a legislação para a escola, cobrar um posicionamento e apresentar o problema sempre que possível. Em momentos de reuniões de pais e outros encontros destacarem o desafio que vem enfrentando na educação da criança diante deste contexto. Por outro lado percebo que as escolas que possuem um programa de alimentação adequado já estão se mobilizando com diversas ações de sensibilização das famílias… Orientações em reuniões de pais, lanchonetes com alimentos mais saudáveis e até projetos que constroem o conhecimento da importância deste hábito de alimentação saudável.

Educar com amor é priorizar o “Direito a um bom início”, em todas as suas dimensões. Exige de nós encontrarmos formas mais plenas de garantir um desenvolvimento integral para as crianças e a alimentação é, de fato, o começo de todo o cuidado que elas necessitam e precisarão de condução ao longo de bons anos. Quer saber mais sobre o assunto? Se envolver com a discussão e propor mudanças em sua família e/ou na escola do seu filho? Acesse os sites:

- Movimento Infância livre de consumismo: http://milc.net.br/tag/alimentacao-saudavel/

- Rede Brasileira Infância e Consumo: http://rebrinc.com.br/

Maria - Foto para colunaTEXTO ESCRITO PELA COLABORADORA:

Maria Beatriz  Vasconcelos, pedagoga, especialista em Educação Infantil. Atua como Professora Alfabetizadora na rede pública e privada em Belo Horizonte. Possui experiência como consultora educacional em formações docentes no segmento da Educação Infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental.

Contatos:  mariabeatrizrn@hotmail.com / (31) 9480-4317

Sonhos infantis ganham vida na fotografia

Já pensou em transformar os sonhos do seu filho em realidade? Pois a fotógrafa (e mãe) americana Rhiannon Logsdon captura toda essa imaginação em fotos! Vejam que lindas!

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Não existe uma criança que nunca fantasiou com cavalgar dragões ou ser uma fada, e a Rhiannon Logsdon os ajuda a alcançar esse objetivo, ao menos em fotografia!

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Especializada em retratos de recém nascidos, infantis e gestantes, a artista afirma que crianças crescem e mudam tão rápido, então não queria apenas registrar a imagem de como elas eram fisicamente, mas quem elas eram naquele momento!

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Os brinquedos favoritos, livros e sonhos inspiraram cada sessão. A retratista diz que encontrar inspiração para a fotografia da criança é fácil, você só tem que escutar!

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No site Bored Panda, Rhiannon conta ainda que pegou sua primeira câmera depois que seu segundo filho nasceu, apenas querendo tirar melhores fotos deles. E imediatamente se apaixonou por fotografia!

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A imaginação de uma criança é muito poderosa, e a fotógrafa, hoje mãe de quatro, dá vida de forma mágica aos sonhos mais loucos!

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Os modelos de Logsdon são as crianças de seus clientes e também seus próprios filhos, e depois ela usa o Photoshop para trazer à vida o que anteriormente estava apenas em suas cabeças.

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A mágica do Photoshop acontece, e os retratos ficam ainda mais fantásticos!

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A fotógrafa contou ao The Huffington Post que as crianças adoram posar para as fotos. “Não é difícil para eles imaginar lutando contra um dragão ou sentando-se com um urso, eles têm uma imaginação incrível!” ela disse, acrescentando: “suas expressões quando vêem o resultado final é o melhor, é tão excitante para eles!”.

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Logsdon espera que as fotos lembrem os pais de cultivar a criatividade de seus filhos. “A infância é preciosa e rápida, se vai em um piscar de olhos. Desfrute os seus filhos, ouça suas histórias, incentive a sua imaginação, porque podemos aprender muito com eles. Eu sei que eu aprendo”.

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Visite o site e a página do Facebook da Logsdon e confira outras imagens deslumbrantes e inspiradoras!

Fonte: Bored Panda e The Huffington Post

Cadê as palavras?

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escrito por Flavia Felipe Silvino, fonoaudióloga*

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No texto anterior discutimos a função da interação face a face na comunicação da criança.

Aprofundo um pouco mais o que foi discutido através da reflexão sobre a importância de observar a forma de comunicar da criança.

Quando escuto “o meu filho não fala”, sempre penso o que significa esse “não falar”. Nem sempre “não falar” significa não comunicar. Será que essa criança que “não fala” está em um ambiente que a estimula falar. Como o seu filho comunica, você saberia responder?

Para ajudar na construção desta resposta sugiro algumas perguntas.

  1. O seu filho presta atenção quando você fala com ele?
  2. O seu filho ouve bem?
  3. O seu filho tem contato com outras crianças?
  4. Brincar com o seu filho faz parte da sua rotina?
  5. E passeios na pracinha, no parque, na casa de parentes acontecem?
  6. O seu filho comunica como? Usa gestos? Usa sons? Utiliza algumas palavras?
  7. Como o seu filho consegue o que ele deseja?
  8. Seu filho precisa falar para ter o que deseja ou você antecipa e oferece o que ele quer sem que ocorra uma comunicação?
  9. Você observa o seu filho para ver as coisas que o interessam?
  10. Você demonstra para o seu filho a atenção necessária quando ele fala?

 A criança precisa estar inserida em um ambiente que apresente estímulos para que a comunicação aconteça. A fala é consequência das interações realizadas durante a rotina da criança. Ao responder ou refletir sobres estas perguntas os pais podem repensar o seu  modo de agir e estar mais atento aos estímulos oferecidos para o seu filho. Se a frase “o meu filho não fala” permanece é importante procurar um profissional que possa avaliar a criança.

Para terminar, uma sugestão, que tal brincar de fazer perguntas para o seu filho. Aproveite cada momento e boa diversão!

Cadê

José Paulo Paes

Nossa! que escuro!

Cadê a luz?

Dedo apagou.

Cadê o dedo?

Entrou no nariz.

Cadê o nariz?

Dando um espirro.

Cadê o o espirro?

Ficou no lenço.

Cadê o lenço?

Dentro do bolso.

Cadê o bolso?

Foi com a calça.

Cadê a calça?

No guarda-roupa.

Cadê o guarda-roupa?

Fechado a chave.

Cadê a chave?

Homem levou.

Cadê o homem?

Está dormindo

de luz apagada.

Nossa! que escuro!

(Imagem  do início do texto retirada do google imagens)

Flávia SilvinoTEXTO ESCRITO PELA COLABORADORA:

Flávia Felipe Silvino, Fonoaudicloga, Mestre em Linguagem e Cognição (UFMG) e Especialista em Alfabetização. Atua principalmente com intervenção fonoaudiológica em disfagia, linguagem, fala, comunicação alternativa/suplementar em crianças e adultos, e com avaliação e intervenção em dificuldades no processo do aprendizado da leitura e escrita.

contato: flaviafesil@yahoo.com.br

 

 

Toda mãe merece um “vale night”

Quem me acompanha no Instagram (@glammae) viu um pouco do mega evento top das galáxias que foi a despedida de solteira da minha best friend forever que resolveu juntar as escovas de dentes esse ano! Mas o que nem todo mundo sabe é que a mamãe aqui arrumou sua bolsa e partiu numa viagem com as amigas, deixando pela primeira vez seu baby pra trás… (pausa dramática)

E põe drama nisso!

O papai estava no Uruguai, então recruta a avó, o padrinho, a sobrinha, a mãe da amiga e toda a força-tarefa! Afinal, ninguém cuida como você cuida! Um exército todo é pouco pra tomar conta daquele pequeno ser que escala cortinas!

Meu núcleo de bffs está criando um know-how espetacular em despedidas de solteira, e transforma esse ritual de passagem num momento memorável! Toda a organização prévia, via a santa internet que mantém unidas as amizades e amores com cidades, estados e até países de distância, já é uma diversão à parte! E, no nosso último evento do tipo, Luca estava só com 3 meses, e montamos todo um esquema mirabolante para fazer uma despedida incrível sem que eu me afastasse muito dele.

Luca com 3 mesinhos! O único homem na despedida de solteira da tia Grid!

Luca com 3 mesinhos e pronto pra balada! O único homem na despedida de solteira da tia Grid!

Mas nessa não teve jeito! Mas tudo bem, era só um dia fora… Mas esse dia incluía uma noite no meio. Ai que angústia! E, se for contar que esse evento foi durante a semana e, durante a semana Luca já vai normalmente pra “escola” todos os dias, então seria mesmo só uma noite sem mim… Ai que angústia!

Toda essa aflição na verdade é um misto de culpa (você está “largando” o seu filho pra ser divertir!), ansiedade da separação (da minha parte), e medo do “novo” (o pai já está acostumado a viajar bastante mesmo depois do nascimento do bebê, mas eu, em compensação, acabei hibernando e, mesmo com os compromissos profissionais, dava um jeito de carregar o rebento debaixo da asa)!

E, com o coração na mão, mas tudo devidamente bem encaminhado, lá fomos nós: eu e minha culpa!

Com o início da maratona festiva, que incluía váárias etapas estrategicamente divertidas, fui me soltando e lembrando como é bom estar com aquelas garotas (hoje tudo “muié véia”, mas pra sempre minhas garotas <3)! Como pode nossa realidade estar tão diferente e, quando a gente está junto, essa sensação boa é sempre tão igual?!

Essa escapadinha, por mais “inha” que seja, me deu uma revigorada fantástica! Nós tivemos um dia (e noite) in-crí-veis! Recebi algumas fotinhas em tempo real do príncipe e, quer saber? As notícias foram que ele nem sentiu a minha falta…

Luca entretido, nem aí pra mim... :/

Luca entretido, nem aí pra mim… :/

Geralmente até nos encontros com as amigas eu levava ele comigo, o que faz nossa graça, mas com aquele leve desconforto de estar preocupada o tempo todo (se está com fome, sujo, subindo onde não deve,.. por mais natural que se torna, é um stress contínuo)! E a verdade é que a gente não precisa ser mãe o tempo todo. É bom ser gente às vezes, e se dar ao direito de relaxar um pouco, pra variar!

Moral da história: as responsabilidades com a família e o trabalho podem te consumir! Não deixe ninguém te fazer sentir culpada por cuidar de você – principalmente você mesma! ACREDITE, VOCÊ VALE A PENA! ;)

E viva o vale (day and) night!

E viva o vale (day and) night!

Preocupação cuidadosa primária e secundária

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Texto escrito por Fábio Belo, Professor adjunto de Psicanálise, da UFMG*

 Winnicott tem um conceito bastante importante: preocupação materna primária. Através dele, o autor nos diz de um estado especial que as mães ocupam quando estão grávidas e nos primeiros meses de vida do bebê. Trata-se de uma preocupação no sentido de uma identificação com seu bebê de tal forma a estar presente de forma estável e suficientemente boa para aquilo que a criança precisa e demanda espontaneamente para continuar a ser, sem muitas interrupções e invasões.

Tenho criticado recentemente o caráter ideológico desse conceito. A meu ver, ele acaba por atrelar muito fortemente a condição física e também de gênero à noção de cuidado. Como o próprio nome do conceito indica, trata-se de algo materno. Ora, o cuidado, no entanto, é uma capacidade psíquica que devemos pressupor em todos os humanos, independente de sua condição anatômica e de gênero. Acredito ser mais winnicottiano, inclusive, acolher gestos cuidadosos como parte do que alguns de nós endereçam espontaneamente para os outros.

Por preocupação cuidadosa primária entendo o cuidado que um sujeito tem para com um bebê. Tanto faz se é homem ou mulher, pai ou mãe, biológicos ou não. Trata-se do desejo suficientemente estável de acolher o bebê também como sujeito, mesmo que seu comportamento nada diga da presença efetiva de um eu organizado. Essa pressuposição identificatória – ver alguém completo e complexo já desde os primeiros dias (e até no útero) – é a base da preocupação cuidadosa. Trata-se ainda de estar atento ao gesto espontâneo da criança no sentido de constituir uma temporalidade adequada ao cuidado. Não chegar nem muito cedo, nem muito tarde. A preocupação não é ansiosa, apenas atenta de forma quase permanente. Nesse sentido, é ato de cuidado saber esperar que a criança demande para só então agir para atender a esse chamado, de forma disponível e estável.

A partir dessa base, o adulto pode se distanciar aos poucos e também ir apresentando novos elementos à criança de tal forma a ir dando a ela condições de distinguir entre seus desejos e os limites que o adulto e o mundo impõem a eles. Aqui entra em jogo a preocupação cuidadosa secundária, presente ao longo de toda a vida. Trata-se do jogo que fazemos uns com os outros de estar disponível, momentaneamente, para escutar e fornecer espaços potenciais para que o desejo de alguém possa se apresentar e se realizar em alguma medida.

No campo da educação, a criança irá exigir bastante dessa preocupação secundária, pois ela deseja atenção e espaço para manifestar-se e ser escutada de forma singular. O sistema educacional, no entanto, como deve fazer a criança se adequar muitas vezes, será alvo de grandes ataques da criança. É preciso escutar os muitos tipos de ataque que a criança endereça aos adultos em situação pedagógica. Alguns desses ataques podem significar que o adulto perdeu algo, deixou de ver algo importante que a criança está a dizer e que ele deve voltar atrás e tentar escutar melhor.

A preocupação cuidadosa secundária cria, portanto, um espaço transicional no qual todos os envolvidos aprendem a jogar com paradoxos importantes, como aquele que diz que podemos estar juntos mesmo um tanto isolados uns dos outros. Podemos realizar muitos dos nossos desejos, mesmo que sempre abrindo mão de partes importantes deles. Podemos auxiliar o outro a enunciar melhor o que deseja, dentro da possibilidade de realização do mundo que ocupa.

A educação é a arte de operar com essa preocupação cuidadosa secundária. Saber o momento de fazer o mundo ceder mais espaços e também o momento de fazer o sujeito cooperar e encontrar uma forma mais possível de se realizar no mundo em que ele encontra. Principalmente: a educação é a fabricação permanente de um espaço potencial, um espaço que continue sempre a se engendrar, no qual tal jogo possa continuar a ocorrer sem exigir renúncia e submissão em demasia de nenhum de seus participantes.

 Belo Horizonte, 30/05/2015

fabiobeloTEXTO ESCRITO PELO COLABORADOR:

Fábio Belo, psicólogo e psicanalista, Mestre em Estudos Psicanalíticos (Fafich/UFMG), Doutor em Literatura (Fale/UFMG) e atualmente é professor adjunto de psicanálise no departamento de Psicologia/UFMG. 

Contatos: www.fabiobelo.com.br / fabiobelo76@gmail.com

Vamos brincar com nossas crianças

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Texto escrito por Rafael Carvalho, psiquiatra infantil*

Olá queridos(as) leitores(as). É com enorme prazer e satisfação que inauguro esse novo espaço no qual compartilharemos e discutiremos temas diversos sobre Psiquiatria da Infância e Adolescência,  educação e comportamento infantil. É sabido que profissionais de saúde, principalmente aqueles envolvidos na Psiquiatria/Psicologia não devem aconselhar seus pacientes e sim ajudá-los a encontrar os próprios meios de solucionar seus conflitos. Mas me julgo no direito de já começar “errado” (rsrsrs) e contrariar a regra! Aí vai um grande conselho, daquelas famosas dicas de ouro: Vamos brincar com nossas crianças!!!

Mas vocês, queridos(as) leitores, diriam: “Nossa, além de aconselhar, ele foi muito óbvio” !!?!!

Não meus caros, não fui! Como vocês perceberão, não é assim tão simples e instintivo. Muito do que discutiremos sobre educação infantil exige método, paciência, regularidade e muita, muita dedicação. Não é diferente com a atitude de brincar com as crianças. Sabe aqueles compromissos que nós temos e que não podemos deixar de cumprir nunca, nem mesmo nos dias em que não sobra tempo para nada, em que estamos cansados, tristes ou irritados ? Assim também deve ser nosso compromisso de brincar com nossos filhos.

Nesses momentos preciosos os pais intensificam os laços de intimidade e cumplicidade com suas crianças. Nesses momentos nos aproximamos de verdade dos nossos filhos, conhecemos a forma infantil de ver o mundo e descobrimos as particularidades que fazem sua criança única e especial.

Introduzo aqui um conceito sobre o qual voltaremos a conversar : O Recreio Especial.

Consiste em convidar seu filho DIARIAMENTE (TODO DIA MESMO, MESMO AQUELES MAIS DIFÍCEIS) para brincar com você durante 30 minutos. Não é tanto tempo, dá para ser feito. Ele escolhe as brincadeiras a serem realizadas, nas regras dele e você verá o quanto ele se sentirá realizado e amado. Vale ensinar algumas brincadeiras clássicas, de sua infância (depois explico o porquê das “brincadeiras clássicas”!). Não vale ver TV ou coisa semelhante; é preciso interagir diretamente no tempo em que permanecerem juntos. Dessa forma você aumenta seu vínculo e cumplicidade com seu filho e experimentará uma relação mais próxima e prazerosa. Outro beneficio imenso é que você também aumentará  a tendência de seu filho de colaborar com você e obedecer. Você e ele ganham em todos os sentidos!

Além de aproximar você de seu filho, promovendo até mesmo a obediência, o “recreio especial” preenche uma lacuna moderna da vida das crianças: A dificuldade para brincar “de verdade”. Tente se lembrar da sua infância e das brincadeiras que você brincava: Esconde-esconde, queimada, rouba-bandeira, amarelinha, colorir, desenhar, bicicleta, patins, futebol (na rua!!! Praticamente impossível hoje, infelizmente), forca, adedanha. Mas cadê o computador, o tablet, o celular, o vídeo game? Não precisávamos deles! Nossas brincadeiras eram simples, divertidas e dinâmicas. Nos exercitávamos, corríamos e além de nos divertir, evitávamos o sedentarismo! Bom demais!!! Crianças felizes e ativas. Podemos ajudar a evitar a obesidade infantil e seu filho gastará energias, irá descansar e dormir bem e sobra tempo para os pais ficarem juntos, o que passa a ser um privilegio após a paternidade/maternidade.

Sendo assim, desta vez posso aconselhar e vocês estão livres para escutar meu conselho: Vamos brincar com nossas crianças!!

(crédito da imagem deste post: Google Imagens)

RafaelTEXTO ESCRITO PELO COLABORADOR:

Rafael Almeida de Carvalho, graduado em medicina (UFMG), é médico psiquiatra infantil com formação em Psiquiatria pelo Hospital Ipsemg e em Psiquiatria da Infância e Adolescência pelo Hospital das Clínicas de Minas Gerais. 

Contato: rafaelcarvalho125@yahoo.com.br